Economia
Copom manteve juro por cautela com infla��o
Brasília - O Copom (Comitê de Política Monetária) voltou a colocar em dúvida o cumprimento da meta de inflação de 5,5% para este ano e, contrariando as expectativas do mercado, não deu sinais de que voltará a reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) em março. Após cortar os juros em 10 pontos percentuais entre junho e dezembro de 2003, o comitê decidiu na semana passada manter, pelo segundo mês consecutivo, a Selic em 16,5% ao ano. Na ata da reunião, divulgada ontem, o Copom diz ter mantido o ?diagnóstico? de janeiro de que ?há uma probabilidade concreta de que a inflação volte a se desviar da trajetória de metas, o que requer cautela adicional na condução da política monetária?. Estendida para março, essa ?cautela adicional? frustaria as expectativas do mercado, que aposta em um corte de pelo menos 0,25 ponto percentual nos juros no próximo mês. Bolsa e dólar Em uma sessão de poucos negócios, a Bolsa de Valores de São Paulo fechou em baixa nesta quinta-feira, decepcionada com o tom conservador da ata do Copom, divulgada pela manhã. O Ibovespa registrou queda de 0,74%, somando 21.449 pontos. O dólar fechou ontem com queda de 0,20%, a R$ 2,935 na venda, depois de abrir em alta e chegar a R$ 2,953 (+0,37%). O diretor de câmbio da corretora Novação, Mário Battistel, avalia que o ?fluxo positivo? de recursos ainda está contendo um avanço da moeda. Segundo operadores, o noticiário mais brando e as articulações do governo para tentar amenizar os efeitos do caso de corrupção envolvendo o ex-assessor da Presidência Waldomiro Diniz vêm ajudando na melhora do mercado, que está corrigindo preços e reestruturando suas posições em câmbio. Os negócios também são afetados pelo conservadorismo demonstrado na ata da reunião do Copom.