Economia
Anatel prev� crescimento de 20% na telefonia m�vel em 2004
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) continua otimista com relação ao crescimento da planta de celulares no Brasil. Mesmo com o número de aparelhos móveis tendo atingido a casa dos 46,3 milhões em 2003, a reguladora prevê uma expansão do número de celulares neste ano na ordem de 20%. ?Não será surpresa se atingirmos esse crescimento?, afirmou o vice-presidente da Anatel, Antônio Carlos Valente, durante apresentação do balanço anual do setor. A equipe da reguladora acredita que há muito espaço para a expansão da telefonia móvel no Brasil. São Paulo, por exemplo, possui uma densidade de 31,5 celulares para cada 100 habitantes. O índice é avaliado como baixo pela reguladora, considerando que o Estado é um dos melhores mercados para telefonia. ?Pode haver cerca de 5 milhões de novos clientes em São Paulo?, afirmou o vice-presidente. O maior número de celulares por habitante é verificado no Distrito Federal, com 72% da população utilizando serviços de telefonia móvel. Em média, o Brasil possui uma densidade de celulares em serviço de 26,2%. O número de telefones móveis no País já é superior ao de países como França e Espanha. Em Alagoas, o número de acessos (ou linhas) de celular era de cerca 471 mil em dezembro do ano passado, uma densidade de celulares em serviço de 16,12%. A força do pré-pago O grande número de telefones celulares habilitados no Brasil foi justificado pela Anatel com o sistema pré-pago instituído no País. De acordo com Antônio Carlos Valente, o telefone pré-pago brasileiro tem peculiaridades que estimularam a adesão de clientes de baixa renda, aumentando o número de linhas em serviço. ?O que é único no Brasil é o sistema de chamadas a cobrar automáticas no pré-pago?, explicou Valente. As chamadas a cobrar permitem ao usuário fazer ligações mesmo sem possuir créditos no celular. Em 2003, os pré-pagos já representavam 76,2% dos 46,3 milhões de telefones móveis em serviço. Os próximos passos na telefonia celular serão em direção aos avanços tecnológicos. Até o ano passado, a maior parte da rede utilizava a tecnologia TDMA (Time Division for Multiple Access), que está sendo extinta em todo o mundo. Isso fará com que as empresas sejam obrigadas a evoluírem para outras tecnologias, como o CDMA (Code Division for Multiple Access) e o GSM (Global System for Mobile Communications), que permitem novos serviços para o usuário.