Economia
Para�ba tenta atrair Braskem de AL para montar p�lo qu�mico
EDIVALDO JUNIOR O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, mandou essa semana, um secretário a Maceió conversar com o diretor industrial da unidade de negócios de Vinílicos da Braskem, Manoel Carnaúba. Sua missão: agendar uma reunião para apresentar à empresa uma proposta de parceria para a instalação de um pólo químico e plástico em território paraibano. ?Ele não veio me convidar para ir a Paraíba, não. Veio me pedir para receber o governador aqui?, diz Carnaúba. ?A Braskem está comprometida com Alagoas. Mas é interessante ver como o secretário veio aqui. A competição é muito grande. Nesse área não se manda recado. A gente vai e faz?, completa. O assédio de outros estados por empresas da área química que podem se instalar em Alagoas nos próximos anos é cada vez maior. O caso da Paraíba é apenas um exemplo. Por isso, Carnaúba recomenda que a captação de novas empresas se torne mais agressiva. Em outros palavras, não basta ter uma boa lei de incentivos. ?É preciso prioridade e investimentos, principalmente em infra-estrutura?, aconselha. A Braskem, segundo Carnaúba, já tentou atrair empresas da área de higiene e limpeza para se instalar no Estado. Elas são grandes consumidoras de soda cáustica, uma das principais matérias-primas fabricadas pela Braskem em Alagoas. Não conseguiu sucesso pela falta de infra-estrutura do pólo. ?Fizemos dois congressos de saboeiros aqui. Trouxemos empresários de todo o País. Mas quando o empresário vai ao pólo, pega aquela estrada para subir e só vê buraco, aquela tristeza, ele vai olhando e vai pensando: o que é isso? Já vai ficando meio preocupado?, relata. A vinda de novas empresas para Alagoas nas áreas de química e petroquímica, mesmo com as deficiências, é viável, aponta Carnaúba, desde que o governo dê prioridade. ?Mas tem que ser prioridade do começo ao fim. Não pode começar um projeto e no meio abraçar outro, desviando a atenção. É preciso ir até o fim, caso contrário, não é prioridade?.