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Desemprego cresce em Alagoas no in�cio do ano

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Alagoas registrou uma redução de 601 postos de trabalho no mercado formal (trabalhadores com carteiras assinadas) no primeiro mês do ano. Em janeiro foram 5.636 demissões contra 5.035 admissões, o equivalente a uma variação negativa no número de empregos de 0,26%. O setor que mais demitiu foi o agropecuário, que dispensou 755 trabalhadores, fechando o mês com uma redução de 539 postos e apenas 216 admissões. Com isso, a variação no índice de emprego no setor foi de 2,91%. Os dados constam do Cadastro Geral de Empregos (Caged) do Ministério do Trabalho, que mensalmente divulga a evolução do emprego em todo País. O delegado regional do Trabalho, Ricardo Coelho, acredita que o alto índice de demissões no setor agropecuário foi devido às chuvas ocorridas em janeiro. ?Acreditamos que isso tenha ocorrido porque o setor sucroalcooleiro demitiu alguns trabalhadores, uma vez que as chuvas não estavam permitindo o corte da cana?. Esse fenômeno acabou antecipando as demissões no setor que, geralmente, começam a partir de março com o fim da safra. Coelho explica que existe uma tendência de redução no número de empregos formais em Alagoas, no primeiro semestre do ano, principalmente por causa do fim da safra da cana-de-açúcar. Com as demissões aumenta o número de trabalhadores que solicitam o seguro-desemprego. O delegado do trabalho ressalta que o volume de atendimento deve passar a 500 pessoas por dia. Coelho acrescenta que o quadro do desemprego muda no segundo semestre com a retomada do período da safra da cana e das contratações no comércio com a chegada das festas de fim de ano. Crescimento O setor da construção civil foi um dos que apresentou maior crescimento no número de empregos até agora. Em janeiro foram admitidos 702 trabalhadores e demitidos 486, o que gerou um saldo positivo de 216 empregos, correspondendo a uma variação de 2%. O comércio também apresentou um pequeno crescimento no número de emprego, de 0,28, com 1.319 admissões e 1.207 demissões, deixando um saldo de 216 empregos. Segundo Ricardo Coelho, o índice negativo registrado no início de 2004 quebra uma seqüência de crescimento no número de empregos no Estado registrado no ano passado. Em 2003, foram admitidos 93.753 trabalhadores com carteira assinada, contra 81.553 demissões, o que deixou um saldo positivo de 12.220 postos de trabalho. Com esse comportamento, Alagoas registrou uma variação de 5,65% no índice de empregos, ficando atrás apenas do Mato Grosso (6,15%) e do Amazonas (5, 66%). Em todo o País houve um crescimento de 3,11% no número de empregos formais em 2003. Foram registradas 9.837.264 admissões e 9.127.210 demissões, com saldo positivo 710.054. Em janeiro de 2004 foram computados mais de 100 mil pessoas com carteira assinada. Enquanto foram demitidos 750 mil trabalhadores, 850 mil foram contratados. O delegado do trabalho ressalta que o Caged registra apenas a evolução do emprego em relação aos trabalhadores com carteira assinada. Por isso, não está contabilizando as demissões no setor público, como o dos prestadores de serviço do Estado que não tinham carteira assinada e das pessoas que atuam no mercado informal, como os ambulantes.

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