Economia
Menos de 50% das moedas de R$ 1 foram trocadas e prazo acaba dia 22
Brasília - No próximo dia 22, termina o prazo para a troca de moedas de R$ 1 cunhadas em aço inoxidável. Tratam-se daquelas sem borda dourada e que estão sendo recolhidas desde setembro do ano passado, quando o BC veiculou campanha nacional explicativa, no rádio e na televisão, sobre a necessidade da troca para evitar imitações fraudulentas. Em dezembro de 2003, uma nova campanha destacou o fim da circulação da moeda de aço inoxidável, que ocorreu no dia 22 daquele mês. Naquela ocasião, para evitar prejuízos aos possuidores das moedas, o BC ofereceu mais três meses de prazo para a troca pelas moedas bimetálicas (com borda dourada) em toda a rede bancária do país. Mesmo assim, apenas R$ 103 milhões dos R$ 210,7 milhões de moedas de aço inoxidável em circulação foram recolhidas até agora. Restam, portanto, mais de R$ 107 milhões em moedas a serem trocadas, e isso vai ficar mais difícil a partir do próximo dia 23, quando o recolhimento será aceito, por tempo indeterminado, apenas no próprio Banco Central e em algumas agências do Banco do Brasil. A relação de agências que receberá as moedas será divulgada nos próximos dias, de acordo com informação da Assessoria de Imprensa do BC. As moedas estão sendo substituídas pelas com borda dourada devido ao aumento do número de falsificações. Em 2003, o Banco Central recolheu 76 mil moedas de R$ 1 falsificadas. Desde 1994, quando a moeda prateada entrou em circulação até hoje, foram encontradas 444 mil moedas falsas. A retirada de circulação das moedas da primeira família do Real atende também a um pedido das empresas de vendas automáticas, cujas máquinas podem aceitar moedas, mas muitas vezes não o fazem devido aos prejuízos causados pela utilização de moedas de padrão mais antigo com dimensões similares às da primeira família. As moedas prateadas serão descaracterizadas e vendidas em leilão para o mercado siderúrgico. O valor arrecadado será aplicado na produção de novas cédulas e moedas. O custo de produção do milheiro, da moeda bimetálica, é de R$ 170, sendo que o tempo de vida útil é de 30 anos. Já o custo de fabricação do milheiro da nota de R$ 1 é de R$ 75, com vida útil de 12 meses.