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Disputa entre ind�stria e varejo prejudica consumidor

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São Paulo - O consumidor vai ser o principal prejudicado com a alta dos preços no atacado nas últimas semanas - uma tendência apontada pelos últimos índices de inflação. A avaliação é do economista-chefe da consultoria Global Station, Marcelo de Ávila. ?A queda-de-braço entre o setor de varejo com o de atacado só vai aumentar. Ou seja, haverá mais pressão de repasses de preços nos próximos meses. Nessa briga, o consumidor irá provavelmente pagar a conta?, diz Ávila. O dado que mais assustou os analistas foi divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas. O IGP-DI que mede a inflação no atacado subiu para 1,08% em fevereiro, acima das expectativas dos investidores. Nesta quarta-feira, saiu a primeira prévia do IGP-M que atingiu 0,66% em março. Também foi divulgado o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que foi de 0,25%, na 1ª quadrissemana de março, uma taxa acima dos 0,19% do fechamento de fevereiro. ?Se aceitar o repasse de custos do atacado, o varejo terá que absorvê-los, pois o repasse para o consumidor se mostra cada vez mais difícil. Porém, se o repasse ao consumidor não for feito, as margens do setor de varejo ficarão cada vez mais espremidas inviabilizando os negócios em alguns casos?, afirma Ávila. Ele defende uma mudança pelo governo na meta de inflação para 2004, hoje em 5,5%. Segundo o economista, essa meta dificulta a retomada do corte de juros pelo Copom. ?O BC está certo em se preocupar com a evolução dos preços no atacado. O erro insistente do governo Lula é perseguir a todo custo uma meta de inflação totalmente fora dos padrões da economia brasileira?, diz Ávila.

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