Economia
Bolsa volta a desabar mais de 4% pelo 2� dia
Brasília - O pior atentado da história da Espanha e da União Européia reacendeu o medo dos investidores com o terrorismo, lembrando o impacto devastador do 11 de Setembro na economia global, e fez a Bovespa desabar mais de 4% pelo segundo dia consecutivo. O principal índice da Bolsa paulista fechou em queda de 4,19%, aos 20.763 pontos, o menor patamar desde o último dia 16 de dezembro, acumulando perdas de 9,2% na semana, de 4,5% no mês e de 6,6% no ano. Os negócios giraram R$ 1,275 bilhão. A notícia de que a rede terrorista Al Qaeda assumiu a autoria da série de explosões em trens em Madri, que mataram mais de 190 pessoas, foi apontada como o principal motivo para o maior ritmo de queda da Bolsa na reta final do pregão. Só dois dos 54 papéis que formam o Ibovespa (Embratel e Cemig) encerraram em alta: mais uma vez, a ação ordinária da Embratel subiu 3%, com a expectativa de que sua venda seja anunciada nos próximos dias. A maior queda do Ibovespa foi da ação ordinária da Eletrobrás, que desabou 9,2%. Internamente, a notícia mais importante foi a divulgação do IPCA de fevereiro, que ficou em 0,61%, abaixo das projeções do mercado. Esse dado reflete a inflação oficial do país, mas não ?ressuscitou? apostas em corte de juro neste mês. Risco sobe 2,89% O risco-Brasil fechou em alta de 2,89%, aos 568 pontos, o maior patamar desde o fim de fevereiro. O C-Bond, principal título da dívida externa renegociada do país, caiu 0,38%, cotado a 96,75% do valor de face. O bônus Global 40 despencou 3%, negociado a 106,7% do valor de face. Os ativos brasileiros no exterior se desvalorizaram com o ambiente externo abalado pelo pior atentado da história da Espanha. Além disso, os bancos estrangeiros, como o americano JP Morgan, começaram a trabalhar com a expectativa de que o Tesouro Nacional não vai resgatar os C-Bonds no próximo dia 15 de abril. O anúncio da operação tem de ser feito com 30 dias de antecedência, ou seja, até a próxima segunda-feira.