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BB volta a liberar cr�dito para fornecedor de cana

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EDIVALDO JUNIOR Depois de décadas sem acesso à política oficial de financiamentos agrícolas, os fornecedores de cana-de-açúcar do Nordeste ganham, na próxima terça-feira, uma linha de crédito do Banco do Brasil, com limite de R$ 60 mil por produtor e taxa de juros de 8,75% ao ano. Os recursos poderão ser aplicados no custeio da lavoura ? os tratos culturais, a exemplo de fertilizantes, herbicidas e agroquímicos ? ou na renovação do plantio. Mas o acesso ao programa é restrito aos agricultores que têm ?ficha limpa? e que cumprirem outros pré-requisitos. Entre eles, o de ter o aval de uma usina. A linha de crédito será viabilizada através do BB Convir (Convênio de Integração Rural) e vem sendo negociada desde dezembro de 2003 pela Unida (União Nordestina dos Plantadores de Cana) com o Ministério da Agricultura e com o Banco do Brasil. Na próxima terça-feira, a assinatura de um convênio, na sede da Asplan (Associação dos Plantadores de Cana-de-açúcar da Paraíba), em João Pessoa, deve selar o acordo, que envolve também as usinas. O BB vai funcionar como agente creditício, o governo vai assegurar os recursos para a linha de crédito, as associações de fornecedores de cana vão assegurar a assistência técnica e as usinas vão garantir a compra da produção, além de avalizar os produtores. Um programa similar já vem sendo realizado em Alagoas nas usinas do grupo Carlos Lyra (Caeté, em São Miguel dos Campos; Cachoeira do Meirim, em Maceió e Marituba, em Penedo) e na Cooperativa Pindorama, em Coruripe. ?As usinas dão aval ao financiamento e fazem retenção do pagamento dos fornecedores. Isso tem garantido baixos índices de inadimplência e o sucesso do programa?, explicou o gerente de mercados do BB em Alagoas, Lenilson Madeiro. No ano agrícola 03/04, de acordo com Madeiro já foram liberados créditos de cerca de R$ 10 milhões só para os fornecedores do grupo Carlos Lyra. Para a safra 2004/05 já existe uma demanda de mais de R$ 20 milhões. ?Com a assinatura do convênio essa demanda deve aumentar muito no Estado e teremos de conseguir mais recursos junto ao governo?, resumiu. Limite baixo ?Não gostamos do limite de R$ 60 mil, mas não podemos deixar de reconhecer que é um passo importante?, reagiu o presidente da Unida, Edgar Antunes. Ele defende a ampliação do financiamento para pelo menos R$ 150 mil. O fornecedor de cana Edvaldo Tenório gostou da taxa de juros. ?É excelente para o produtor disse?. Pelos seus cálculos, os R$ 60 mil atendem fornecedores de cana com produção anual entre quatro mil e cinco mil toneladas, com áreas de até 150 hectares. A maior despesa, diz, será com o adubo ? que custa em torno de R$ 700 a tonelada. ?Em média uma tonelada dá para dois hectares. Além disso, outro gasto significativo será a compra do herbicida?, apontou. Em Alagoas, Edgar Antunes espera conseguir a adesão da maioria das usinas. ?Para funcionar, BB Convir precisa do aval das usinas. Mas já recebemos a sinalização de que as indústrias participarão do programa?, disse.

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