Economia
Concorr�ncia acirra disputa entre buffets
FERNANDA MEDEIROS Organizar festas das mais simples às mais sofisticadas e badaladas, sejam elas de casamentos, aniversários, inaugurações, almoços, entre outros tipos de eventos que requerem a presença dos buffets, já foi um negócio rentável. Há uns dez anos, dava um bom dinheiro. Hoje, a concorrência está acirrada, o mercado cresceu tanto que até facilitou para as pessoas a realização de festas com a organização desse tipo de serviço. Prova disso são os inúmeros buffets que, atualmente, estão de portas abertas, com a tarefa de divertir e proporcionar às pessoas momentos de boa comida e bebida. Em Maceió, o negócio teve início há 36 anos, quando o empresário Geraldo Gonçalves Júnior resolveu entrar no ramo. Proprietário do Buffet Pajuçara, pioneiro no ramo, Geraldo Gonçalves, ou Geraldinho, como é mais conhecido no mundo das festas, nasceu e se criou no ramo da hotelaria. Nos anos 60, porém, passou-lhe pela cabeça criar um buffet. E foi no fim dessa década que começou a organizar festas em igrejas, residências e órgãos públicos. ?Mas sempre tive tendência a organizar festas e eventos políticos do que mesmo sociais. E, até hoje, estou nessa área?, explicou Geraldinho. Ele afirmou que naquela época e até uns dez anos atrás, o mercado era melhor e mais rentável. ?Hoje, a concorrência está muito grande. Para se ter uma idéia, existem, hoje, cerca de 80 a 100 buffets na cidade?, informou, ele que começou a fazer as primeiras inaugurações políticas no Estado, desde a época do governo de Lamenha Filho. ?Até hoje, me dedico a organizar almoços, coquetéis, coffe break, jantares, entre outros eventos, para a classe política alagoana?, acrescentou. A mesma opinião tem a empresária Izabel Pinheiro, proprietária do buffet de mesmo nome. ?Há uns dez anos, o mercado era melhor. Mas a concorrência aumentou e as facilidades para a população também, já que devido à concorrência, a variedade dos preços do serviço são imensas?, lembrou. ?Hoje em dia, há grandes facilidades para quaisquer tipo de pessoas contratarem os serviços de um bufffet. Engana-se quem pensa que esse tipo de serviço é exclusivo para as pessoas ricas?, completou. De acordo com Izabel Pinheiro, que está no mercado há nove anos, os preços dos serviços prestados por seu estabelecimento variam de R$ 8,00 a R$ 50,00 por pessoas. No serviço de R$ 8,00, ela explicou que estão incluídos doces, salgados, mesas, toalhas, garçons, gelo, entre outros. Já o serviço de R$ 50 é mais sofisticado e inclui também camarão, caviar, salmão, entre outros tipos de guloseimas mais requintadas. ?Hoje, temos capacidade de atender um evento que tenha a participação de cinco mil pessoas?, revelou. Geraldo Gonçalves também afirmou que a variedade de preços é grande. ?É possível fazer uma festa gastando de R$ 1.000 até R$ 100 mil, dependendo do evento e do que o cliente quer contratar?, explicou, informando que tem estrutura para festas com dois mil a três mil convidados. ?Também trabalhamos com aluguel de material para festas como réchaud, mesas, cadeiras, pratarias, panelas, toalhas, etc. É um serviço que estamos realizando já há algum tempo. Alugamos material para os próprios buffets e particulares, cerca de 30% de nossa clientela, e para hotéis e restaurantes, que correspondem a 70% dos clientes?. Grande parte dos buffets de Maceió, de acordo com Geraldo Gonçalves, ele teve a satisfação de participar e ajudar no crescimento. ?E ainda hoje, auxilio as pessoas que querem entrar neste ramo?, orgulha-se. Outro motivo de orgulho para Geraldinho é o fato de ter no currículo de 21 festas em nível presidencial. ?Desde o presidente Geisel até o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva?, garantiu. Vale destacar que o empresário já representou o Estado, em diversas oportunidades, levando comidas típicas para estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Rio grande do Sul, entre outros. Já para a empresária Izabel Pinheiro, um momento que ficará marcado em sua memória é o primeiro evento que organizou. Foi uma festa para 350 pessoas, na casa da escritora Fátima Maia. Esse foi o evento de maior destaque para mim. Foi quando tudo começou?, recordou. Mas o que é preciso para ser dono de um buffet? Ambos, Geraldinho e Izabel, dizem em coro: ?É preciso gostar do que faz, ter amor e dedicação, ter prazer?. Izabel Pinheiro frisou que tem de gostar muito do que faz porque as pessoas que têm um buffet não têm vida própria. ?Trabalhamos de domingo a domingo. Enquanto as pessoas se divertem, estamos trabalhando para oferecer um bom serviço. Mas como é bom divertir as pessoas!?, exclamou. E para estar sempre atualizada com o mundo das recepções, é que ela participa de eventos relativos à área. De amanhã até o dia 19, por exemplo, Izabel vai participar da Gift Fair, uma feira realizada, anualmente, em São Paulo, destinada ao ramo dos buffets. Na opinião da empresária, as pessoas contratam os serviços de um buffet mais pela comodidade que oferecem do que pela tradição. ?Hoje em dia, o dono da festa não é dono, mas é tratado como convidado, pois tudo é bem organizado e ele (dono) não se preocupa com nada. Na festa, ele não trabalha?, garantiu. Enquanto isso, ela afirmou que sempre faz questão de comparecer aos eventos que organiza, no início e no encerramento de cada um. ?Gosto de verificar se está tudo em ordem, pois a responsabilidade é muito grande?, finalizou. ?Realmente, nos dias atuais, as pessoas procuram os buffets pela praticidade, pois é muito difícil no mundo corrido de hoje, as pessoas organizarem uma festa, um evento, sozinhas. Já o buffet não. Ele faz tudo. As pessoas só têm mesmo o trabalho de se divertir e curtir aquela ocasião festiva?, emendou Geraldo Gonçalves.