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Economia

Pequenos empr�stimos bem aproveitados

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Genilza da Silva pegou emprestados no Banco do Cidadão 200 reais. Comprou um novo secador de cabelos e uma máquina de corte masculino para seu salão de beleza unissex no Clima Bom I. ?Pude comprar à vista, mais barato. Os juros são baixos, vale a pena?, diz ela. Maria Salete, dona da Salete Confecções, no Tabuleiro, fez o primeiro empréstimo, de 700 reais, para capital de giro. Liquidou as cinco parcelas e partiu para o segundo, de 1.100 reais, tudo investido na compra de mercadorias. ?O movimento de vendas aumentou?, diz ela, já planejando o terceiro empréstimo. Antônio da Silva é o Toni do Leite para a comunidade da Bela Vista, no Benedito Bentes II. Tirou um empréstimo de 1.000 reais no Banco do Cidadão para comprar uma vaca. Com a venda de leite e de iogurte, que ele mesmo faz em casa, está aumentando a renda da família e já fala em aumentar o rebanho. Negão, bezerro da vaca Maravilha, já é o primeiro retorno. ?Gosto de terra e de animais?, diz ele. Toni está acabando de pagar as 12 parcelas do empréstimo e vai renovar o crédito para aumentar a produção. A lanchonete Fé em Deus, no Feitosa, tinha poucas opções de lanches. O dono, Paulo dos Santos, soube da existência do Banco Cidadão, foi lá e obteve 1.500 reais de empréstimo. Comprou um balcão-freezer, com o restante, mais mercadorias. Hoje serve doces caseiros, bolos, tortas e outras guloseimas. ?O negócio é acreditar que a gente pode ir para a frente e que o pequeno negociante é bom pagador. O Banco do Cidadão acredita nisso?, diz ele. E muito mais gente, nesse grande universo de pequenos empreendedores, está se dando bem com o microcrédito. Gente como Ivany do Nascimento, com seu ateliê de artigos de couro e napa no Jacintinho (R$ 1 mil para aumentar o estoque de matéria-prima), Márcia Ramos, do Village Campestre I (vende frutas e verduras, abriu uma pequena distribuidora de alimentos e já está no terceiro empréstimo), Irineu Pereira da Silva (700 reais de empréstimo aplicados em sua loja de rações animais na Chã da Jaqueira), Alba de Souza (1.000 reais para capital de giro na Papelaria e Presentes, no Feitosa) ou Maria Jordivânia, que conseguiu um empréstimo de 2.500 reais, investidos na ampliação da lanchonete Esquina do Guaraná, no Graciliano Ramos. Terminado o pagamento das 12 parcelas, ela estava pronta para pedir novo empréstimo e abrir outra lanchonete. (PL)

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