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Queda na taxa de juros ser� m�nima para o consumidor

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São Paulo - O corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic terá efeito mínimo no bolso do consumidor. Segundo levantamento feito pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac), a redução média nas diversas modalidades de crédito não deverá ultrapassar 0,02 ponto percentual. A explicação, conforme a entidade, está na diferença entre a taxa básica da economia, hoje em 16,25% ao ano, e a taxa cobrada dos consumidores, na média em 141,39% ao ano para pessoas físicas. Uma diferença de mais de 800% entre as duas pontas. Apesar de ser uma decisão positiva, o presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, afirma que o corte será imperceptível para os consumidores. O preço de uma geladeira de R$ 800, financiada em 12 vezes, por exemplo, cairá apenas R$ 1,32, de R$ 1,151,40 para R$ 1.150,08. No cheque especial, os juros de uma dívida de R$ 1 mil durante 20 dias cairão apenas R$ 0,14. Já no cartão de crédito, o consumidor economizará R$ 0,20 nos juros pagos. Quem for comprar um veículo de R$ 15 mil, em 24 meses, com taxa de 3,29%, pagará R$ 46,59 a menos no valor pago ou terá uma redução de R$ 1,94 em cada prestação, segundo cálculos da Anefac. Para Oliveira, havia espaço suficiente para cortes mais significativos na ponta do crédito. Ele explica que as instituições financeiras reduziram apenas o equivalente ao peso da Selic na taxa de juros ao consumidor. Mas o spread (a diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos no mercado e o que eles cobram do consumidor) embutido nos juros continua alto. Segundo ele, o consumidor apenas vai ter uma redução mais expressiva quando a taxa Selic cair abaixo de 15%. Isso porque haverá mais competitividade entre os bancos.

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