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Economia Lojas enfeitadas e vitrines com produtos típicos do período junino no Centro de Maceió

MACEIÓ TEM 5ª MAIOR DISCREPÂNCIA SALARIAL ENTRE METRÓPOLES

População 40% mais pobre teve rendimento médio de R$ 74, e os 10% mais abastados tiveram rendimento médio de R$ 3.425

Por Hebert Borges | Edição do dia 05/06/2021 - Matéria atualizada em 04/06/2021 às 19h27

Maceió registrou a 5ª maior discrepância salarial entre as metrópoles brasileiras em 2020, de acordo com o boletim Desigualdade nas Metrópoles. Os números mostram que enquanto os 40% mais pobres da capital alagoana tiveram rendimento médio de R$ 74, os 10% mais abastados tiveram rendimento médio de R$ 3.425, o que dá uma discrepância de 51,2 vezes. Os dados são referentes ao último trimestre do ano. O terceiro trimestre de 2020 foi o mais duro para os alagoanos. Os 40% mais pobres tiveram rendimento mensal de R$ 35 e os mais abastados tiveram renda de R$ 2.906. As informações do boletim são baseadas nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O boletim é desenvolvido pelo Observatório das Metrópoles, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e o Observatório da Dívida Social na América Latina (RedODSAL). João Pessoa foi a metrópole com maior discrepância registrada, com 88,3. Por lá, os mais pobres tiveram rendimento de R$78 e os mais abastados R$ 6.204. O ranking da discrepância é composto por Rio de Janeiro (59,7), Salvador (55,9) e Recife (55,1). Em relação à escolaridade, o boletim mostra ainda que Maceió,com 14,46%, foi a quarta metrópole com maior taxa de crianças de 6 a 14 anos, da faixa dos 40% mais pobres, com escolaridade abaixo do esperado. A liderança ficou com Macapá (18,48%) e em seguida aparece Porto Alegre (15,15%) e Aracaju (14,83%). As menores taxas foram verificadas nas Regiões Metropolitanas do Vale do Rio Cuiabá (6,76%), Fortaleza (5,21%), Belo Horizonte (4,9%), Goiânia (4,27%) e São Paulo (3,6%). O estudo ressalta que o ano de 2020 consolidou o maior nível de desigualdade nas metrópoles brasileiras desde o início da série histórica que mede a disparidade de rendimentos do trabalho. Segundo o Boletim, para os 40% mais pobres das regiões metropolitanas brasileiras o rendimento médio do trabalho teve queda de 34,2% entre o quarto trimestre de 2019 e de 2020.

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