app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 0
Economia As exportações alagoanas movimentaram US$ 19,80 milhões em maio, diz ministério

EXPORTAÇÕES DE AL DESPENCAM QUASE A METADE EM MAIO, APONTA MINISTÉRIO

No acumulado do ano, o saldo da balança comercial alagoana registra um deficit de R$ 782,4 milhões

Por Carlos Nealdo | Edição do dia 10/06/2021 - Matéria atualizada em 09/06/2021 às 20h28

As exportações alagoanas movimentaram US$ 19,80 milhões em maio, uma retração de 47,1% em relação a maio do ano passado, quando foram movimentados US$ 37,51 milhões. Já as importações feitas por empresas alagoanas registraram uma movimentação de US$ 77,05 em maio, ante os US$ 46,45 milhões registrados no mesmo mês de 2020. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Economia. Com o resultado do mês passado, o saldo da balança comercial alagoana apresenta um deficit de US$ 57,24 milhões. No acumulado do ano, as exportações alagoanas registram movimentação de US$ 200,4 milhões, uma queda de 8,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as importações movimentaram US$ 354,9 milhões, um aumento de 22,4% ante os primeiros cinco meses de 2020. De acordo com os dados, a balança comercial alagoana apresenta um deficit de US$ 154,5 milhões (R$ 782,4 milhões no câmbio atual). Em todo o País, a balança comercial registrou o melhor saldo da história para meses de maio, desde o início da série histórica, em 1989. No mês passado, o país exportou US$ 9,291 bilhões a mais do que importou. O saldo é 35,9% maior que em maio de 2020. No último mês, as exportações somaram US$ 26,948 bilhões, alta de 46,5% sobre maio de 2020 pelo critério da média diária. As exportações bateram recorde histórico para todos os meses desde o início da série histórica, em 1989. As importações totalizaram US$ 17,657 bilhões, alta de 57,4% na mesma comparação. Além da alta no preço das commodities, as exportações também subiram por causa da base de comparação. Em maio de 2020, no início da pandemia de covid-19, as exportações tinham caído por causa das medidas de restrição social. O volume de mercadorias embarcadas, segundo o Ministério da Economia, aumentou 9%, enquanto os preços subiram, em média, 38,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Com o resultado de maio, a balança comercial acumula superavit de US$ 27,529 bilhões nos cinco primeiros meses do ano. O resultado é 74,3% maior que o dos mesmos meses de 2020, também pelo critério da média diária, e também é o maior da série histórica para o período.

SETORES

Em maio, todos os setores registraram crescimento nas vendas para o exterior. Com o início da safra de grãos, as exportações agropecuárias subiram 43,4% em relação a maio do ano passado. Os principais destaques foram frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+41,2%), soja (+48,8%) e algodão bruto (+82,5%). Beneficiada pela valorização de minérios, as exportações da indústria extrativa aumentaram 85,8%, com destaque para minério de ferro e seus concentrados (+143,8%), minérios de alumínio e seus concentrados (+40,4%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+46,4%). As vendas da indústria de transformação subiram 34,6%, impulsionada por combustíveis (+142,9%), produtos semiacabados de ferro ou aço (+91,4%) e veículos automóveis de passageiros (+1.084,8%). Do lado das importações, as compras do exterior da agropecuária subiram 36,8% em maio na comparação com maio do ano passado. A indústria extrativa registrou alta de 107,5% e a indústria de transformação teve crescimento de 56,5%. Os principais destaque foram soja (+325,4%), óleos brutos de petróleo (+504,3%); combustíveis (+213%) e partes e acessórios de veículos automotivos (+118,8%). Em abril, o governo elevou para US$ 89,4 bilhões a previsão de superávit da balança comercial neste ano, o que garantiria resultado recorde. A estimativa já considera a nova metodologia de cálculo da balança comercial. As projeções estão mais otimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 68 bilhões neste ano.

METODOLOGIA

Em abril, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictas de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil. Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

Mais matérias
desta edição