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Lula defende acordo para reduzir pre�o de carros

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Betim - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, durante discurso realizado para cerca de cinco mil funcionários da Fiat, em Betim, um acordo entre os governos federal, estadual e municipal e as montadoras de automóveis para a redução do preço dos carros, com o objetivo de aumentar as vendas e gerar mais empregos. A pressão em favor da renovação da proposta de redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) se intensificou durante visita do presidente à fábrica da Fiat. O acordo feito com a indústria venceu em fevereiro e não foi prorrogado. ?O governo estará totalmente aberto para convocar outra vez a indústria automobilística e ver que tipo de política podemos adotar para facilitar não apenas a venda do carro, mas também para gerar os empregos necessários ao País?, afirmou. O presidente citou, como exemplo, um acordo fechado em 1992 que, segundo ele, teve resultados positivos. ?Eu tenho certeza que o Estado não sairá perdendo e nem as empresas, porque elas ganharão um aumento de vendas de carros?. Sobre os juros, Lula disse que, mesmo sendo alta, a taxa de juros ainda é a mais baixa dos últimos dez anos. Para que a taxa caia ainda mais, ele assinalou que o país precisa conquistar credibilidade interna e externa. Ele descartou, porém, fórmulas como controle de preços, porque o mercado paralelo os aumentaria absurdamente e a inflação voltaria. Também afastou a redução de alíquotas de preços de produtos importados, por acreditar que isso levaria as indústrias nacionais a fazerem demissões, porque não aguentariam a concorrência. Ao final, Lula fez um desabafo sobre panfleto distribuído na porta da fábrica, dizendo que o presidente iria à Fiat distribuir cestas básicas e cartões do programa Bolsa Família. Magoado, Lula classificou o panfleto de ?apócrifo? e covarde, porque era anônimo, e quem o fez não percebeu que o mundo mudou, e que o governo quando fala é pela frente, e fala a verdade. O presidente participou ontem, na fábrica da Fiat, da assinatura de convênios para programas de inclusão social que serão desenvolvidos em comunidades de Betim, Belo Horizonte e Minas Novas (Vale do Jequitinhonha), e vão beneficiar diretamente cerca de 22 mil pessoas.

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