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SETOR PRIVADO DE ALAGOAS PAGA O SEGUNDO PIOR SALÁRIO DO PAÍS
Em 2019, quando o Estado vivia a pré-pandemia, média salarial foi de 2,3 salários mínimos, diz IBGE


Levantamento divulgado nesta quinta-feira (24), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que as 42,1 mil empresas de Alagoas pagaram o segundo menor salário do País em 2019 - ano de referência da pesquisa. De acordo com o órgão, naquele ano - quando o Estado ainda vivia o período de pré-pandemia - os trabalhadores alagoanos do setor privado receberam em média 2,3 salários mínimos, o mesmo volume recebido pelos trabalhadores das empresas do Ceará. O salário médio recebido no estado só é maior do que dos 2,2 salários mínimos pagos em média pelas empresas da Paraíba. As estatísticas mostram que as empresas que pagaram os maiores salários médios foram as do Distrito Federal, com 5,3 salários mínimos, Amapá (3,7 salários mínimos), Rio de Janeiro (3,5 salários) e São Paulo (3,4). Na média nacional, o trabalhador brasileiro recebeu, em 2019, três salários mínimos, distribuídos pelas 5,79 milhões de empresas e outras organizações privadas existentes no País. Por região, os valores mais elevados foram pagos no Centro-Oeste, com 3,5 salários mínimos, e Sudeste, com 3,2 salários. Nas Regiões Sul e Norte foram pagos 2,8 salários mínimos mensais. O Nordeste aparece com o menor valor pago, com 2,4 salários mínimos. O levantamento do IBGE revela ainda que apesar de Alagoas ter pago o segundo menor salário médio do País, houve um leve crescimento de 0,9% no número de trabalhadores assalariados na passagem de 2018 para 2019. Com isso, o Estado atingiu o volume de 487.368 trabalhadores - 4.195 a mais do que no ano anterior. Juntos, todos os trabalhadores do setor privado receberam, no ano referência da pesquisa, um total de R$ 14,1 bilhões - um leve crescimento de 0,2% em relação ao valor pago em 2018.
EMPRESAS
Os números mostram ainda que o número de empresas existes em Alagoas registrou um crescimento de 3,7% em 2019, na comparação com o ano anterior. Isso significa mais 1,51 mil unidades locais a mais na passagem de um ano para outro. Com isso, o Estado atingiu, naquele ano, um total de 42.188 empresas. Em nível nacional, o número de empresas e outras organizações formais atingiu 5,2 milhões em 2019. Após três anos de queda, o número de empresas cresceu 6,1% (301,4 mil unidades a mais) em relação a 2018. Entre as empresas com pelo menos uma pessoa ocupada, a alta foi de 3,4% (161,8 mil unidades a mais). O pessoal assalariado cresceu 1,7% (758,6 mil pessoas) e o número de sócios e proprietários aumentou 3,6% (244,1 mil pessoas). O total de salários e outras remunerações caiu 0,7%, em termos reais, mas o salário médio mensal caiu ainda mais: 3,5%. De 2018 para 2019, as atividades administrativas e serviços complementares criaram 188 mil postos de trabalho, enquanto o setor de Educação perdeu quase 40 mil.
SALÁRIOS POR ATIVIDADES
Em 2019, o salário médio mensal nacional foi de R$ 2.975,74. Os maiores salários médios mensais foram pagos pelas seções Eletricidade e gás (R$ 7.185,14), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 5.941,42) e Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (R$ 5.857,13). No entanto, essas três atividades, somadas, ocupavam apenas 2,7% dos assalariados do país (ou 1,2 milhão de pessoas).
Os menores salários médios foram de Alojamento e alimentação (R$ 1.534,67), Atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.813,77) e Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.942,80). Essas atividades, juntas, respondem por 33,2% do pessoal ocupado assalariado (15,3 milhões de pessoas) no país.
Do total de empresas e outras organizações ativas em 2019, 87,9% tinham até 9 pessoas ocupadas; 10,4%, 10 a 49 pessoas; 1,3%, 50 a 249 pessoas; e 0,4%, 250 pessoas ou mais. Os maiores salários médios foram pagos pelas organizações com 250 pessoas ou mais (R$ 3.780,12) e os menores, por aquelas com até 9 pessoas (R$1.612,60).