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Ministro condena burocracia e pede economia mais ousada

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Brasília - O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, criticou ontem a ?burocracia da máquina pública? que, segundo ele, está reduzindo a eficiência do governo federal. Numa palestra para 200 empresários, Furlan afirmou que o governo já possui credibilidade para ousar na política econômica. ?Nosso país tem uma herança burocrática. É uma herança ibérica, pois também existe este tipo de burocracia na Espanha e Portugal. Talvez seja a hora de ter de novo um comissário especial da desburocratização?, disse Furlan, durante debate promovido pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais). ?A burocracia é uma praga que temos de combater todos os dias. E é sobre isso que ele (o presidente Luiz Inácio Lula da Silva) quer falar com os ministros?, disse Furlan, referindo-se à reunião ministerial que deve ser agendada para esta semana. Furlan afirmou que o governo Lula já não precisa mais ser o ?aluno mais bem comportado da classe?, pois já retomou a credibilidade necessária para obter crédito no mercado internacional. ?Nesse momento, a vantagem de ter crédito precisa resultar em ações que gerem resultados. E essa transição é que talvez não esteja indo na velocidade desejada?, disse o ministro. Segundo ele, há espaço para o governo adotar medidas que incentivem o reaquecimento do mercado interno. Carga Apesar do otimismo, Luiz Fernando Furlan aderiu, ontem, ao grupo de críticos da política econômica do País. Segundo ele, a carga tributária já atingiu o seu limite e não existe mais espaço para elevar os impostos. ?A carga tributária brasileira é o maior problema do País. Estamos no limite. Estamos passando do limite?, disse Furlan após ouvir o resultado da sondagem feita pelo grupo Lide sobre o governo Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a sondagem feita pelo grupo Lide, a carga tributária brasileira é o maior empecilho para o crescimento de 50% dos empresários ouvidos. Só 7% reclamaram dos juros. Outros 23% atribuíram à falta de demanda as dificuldades para o crescimento. Para 20%, o entrave para o crescimento é resultado do cenário político atual. ?Existe uma convicção dentro do governo de que a carga tributária chegou no limite. E há declarações permanentes do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, de que não existe intenção de aumentar carga tributária?, disse Furlan.

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