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Ind�stria pede aumento maior de rem�dios

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São Paulo - A Febrafarma (Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica) considerou insuficiente o índice de reajuste de preços autorizado pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). Estes remédios poderão ser reajustados em até 6,2% a partir do dia 31. Segundo a Febrafarma, os reajustes autorizados pelo governo desde dezembro de 2000 ? quando os preços passaram a ser controlados ? são menores que a inflação acumulada no período. Diferenças Entre dezembro de 2000 e fevereiro de 2004, o IPA-DI (Índice de Preços por Atacado) somou 64,49% e o IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) teve acumulado uma alta de 52,74%. No mesmo período, o índice de reposição de custos do setor farmacêutico, autorizado pelas autoridades, foi de cerca de 44,10%. Segundo a Febrafarma, ?essas diferenças entre os reajustes concedidos pelo governo e a variação dos custos da cadeia farmacêutica, nos últimos três anos, reduziram as margens da indústria?. ?Tal política prejudicou o planejamento das empresas, criando desequilíbrios estruturais na cadeia produtiva.? Sem questionar o índice máximo de reajuste de 6,2%, a Febrafarma informa que pretende continuar negociando com o governo a política de preços dos medicamentos. ?A Febrafarma pretende continuar dialogando tecnicamente com a CMED, para que haja melhor transparência em relação aos demais fatores que foram fixados pelo índice zero para 2004.? ?Baratos? Neste ano, o índice de reajuste foi definido pela variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro de 2003 a fevereiro de 2004 e outros três componentes: fator de produtividade; ajuste de preços relativos intra-setor; e ajuste de preços relativos entre setores. A Febrafarma informa ainda que o ?preço médio dos medicamentos no Brasil é um dos mais baratos do mundo?. ?Apesar dos altos custos de distribuição e da carga tributária de cerca de 27% que incide sobre toda a cadeia produtiva, os preços dos medicamentos brasileiros são inferiores à média internacional?, diz a nota. Saldo da balança comercial já ultrapassa US$ 5 bi neste ano Brasília - A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 629 milhões na terceira semana de março (entre os dias 15 e 21) e, com isso, já acumula um saldo positivo superior a US$ 5 bilhões neste ano. Segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, o superávit da semana passada foi resultado de exportações de US$ 1,724 bilhão e importações de US$ 1,095 bilhão. Em março, o saldo acumulado saltou para US$ 1,540 bilhão e, desde 1o de janeiro, o superávit já é de US$ 5,110 bilhões. No mesmo período do ano passado, o saldo era de US$ 3,087 bilhões. Vendas sobem As vendas ao exterior neste ano somam US$ 16,630 bilhões. Por dia útil, as exportações foram, em média, de US$ 308 milhões, o que representa um crescimento de 27,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as importações somam US$ 11,520 bilhões neste ano, ou média de US$ 213,3 milhões por dia útil. Em relação ao mesmo período de 2003, as compras do exterior tiveram crescimento de 15,4%. Expectativas O Banco Central prevê que a balança comercial brasileira tenha um superávit de US$ 20 bilhões neste ano. A previsão é conservadora se comparada à do mercado, que espera um saldo positivo de US$ 23,15 bilhões.

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