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OBRAS PÚBLICAS E DE HABITAÇÃO SUSTENTAM CONSTRUÇÃO CIVIL EM AL

A indústria da construção alagoana gerou R$ 1,74 bilhão em valor de incorporações, obras e serviços em 2019, aponta levantamento

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45% das obras tocadas em Alagoas estão no setor imobiliário, revela sindicato do setor
45% das obras tocadas em Alagoas estão no setor imobiliário, revela sindicato do setor -

As obras públicas e do setor imobiliário são as que têm sustentado o setor da construção civil em Alagoas, de acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL), Alfredo Brêda. Ele conta que cada um destes segmentos é responsável por 45% das obras tocadas em Alagoas. O restante são de obras industriais. De acordo com Brêda, os valores movimentados pelo setor em Alagoas refletem o tipo de obra que é tocada no estado. Segundo ele, o mercado estava em crescimento no período pré-pandemia. Segundo Brêda, as obras públicas ajudaram a manter os empregos do setor em Alagoas. Já o mercado imobiliário, segundo o presidente do Sinduscon, vinha bem até começar o aumento de preço das commodities, como aço e madeira. “Acontece que com os aumentos absurdos de preços da commodities, principalmente aço, PVC, cobre, tem também aumento de madeira, cimento. Então tudo isso aí tá gerando um desequilíbrio no setor da construção e evitando com que a gente faça mais lançamentos, inicie novas obras e gerando também um grande desequilíbrio, e desequilíbrio também nas obras públicas ensejando, de certa forma, que os governos façam reequilíbrios nesses preços e isso vai atrasar um pouco nossa retomada de forma de forma mais forte”, explica. Na última quarta-feira (23), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou levantamento que aponta que a indústria da construção alagoana gerou R$ 1,74 bilhão em valor de incorporações, obras e serviços em 2019. De acordo com o órgão, o volume de recursos movimentados pelo setor alagoano ficou praticamente estável em relação ao ano anterior. Os números mostram que, em 2019, Alagoas tinha 291 empresas ativas que empregavam 13.062 trabalhadores. Naquele ano, foram pagos a esses trabalhadores R$ 264,6 milhões em salários e remunerações. Em todo o País, a indústria da construção gerou R$ 288 bilhões em valor de incorporações, obras e serviços em 2019, sendo R$ 273,8 em obras e serviços (95,1%) e R$ 14,2 bilhões em incorporações (4,9%). Entre 2010 e 2019, a pesquisa do IBGE mostrou a perda de participação das obras de infraestrutura no valor gerado pelo setor: de 44,1% para 32,2%. Já construção de edifícios avançou de 39,1% para 44,2% no período, assumindo o primeiro lugar no ranking. Mas a maior alta foi de Serviços especializados para construção: de 16,8% para 23,6%. A indústria da construção brasileira tinha 125,1 mil empresas ativas em 2019. Houve pequena alta (mais 481 empresas) frente a 2018, a primeira desde 2015. Já em relação a 2010, o número de empresas do setor cresceu 61,4%. Em 2019, o setor empregava 1,9 milhão de pessoas no País, com alta de 1,7% (mais 32,5 mil trabalhadores) frente a 2018, primeiro resultado positivo desde 2014. No entanto, de 2010 a 2019, o setor perdeu 22,5% de seus postos de trabalho (ou 554,1 mil trabalhadores a menos). No decênio analisado, o auge da ocupação foi em 2013, com 2,968 milhões de trabalhadores. De 2013 a 2019, a perda de postos de trabalho chegou a 35,9% (menos 1,1 milhão). Segundo o IBGE, a maior parte (35,3%) dos trabalhadores da construção estava nos serviços especializados para construção em 2019. Essa participação era de 25,3% em 2010, a menor entre as três atividades do setor. As empresas da construção pagaram R$ 56,8 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações em 2019, a maior parte (35,9%) no segmento de Obras de infraestrutura. De 2010 para 2019, o salário médio mensal da indústria da Construção passou de 2,6 para 2,3 salários-mínimos. O único segmento que apresentou queda foi o de obras de infraestrutura: de 3,5 para 2,8 salários-mínimos.

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