Emprego
ECONOMIA CRIATIVA DE AL FECHA 3,96 MIL POSTOS DE TRABALHO
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Em meio à pandemia, que atingiu diretamente a economia criativa, Alagoas fechou 3.969 postos de trabalho no setor no 1º trimestre de 2021, de acordo com o Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural. A variação de 10% vem da comparação com o 4º trimestre de 2020. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, no entanto, a economia criativa alagoana cresceu 8% e emprega 35.844 alagoanos.
O Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural, que acompanha a evolução da economia criativa no país, aponta que o segmento perdeu 244 mil postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 4% no comparativo com igual período do ano anterior. Em relação ao quarto trimestre de 2020, a queda foi de 1%.
No primeiro trimestre de 2020, havia 6.843.455 postos de trabalho disponíveis na economia criativa no país. O número caiu para 6.599.590 no 1º trimestre deste ano.
O estudo sobre postos de trabalho do Observatório Itaú Cultural utiliza dados da Pnad Contínua e captura informações de empregos formais e informais na economia criativa, que engloba atividades como publicidade e marketing, arquitetura, artesanato, design, cinema, rádio, tv, tecnologia da informação, editorial, patrimônio histórico, música, artes cênicas e visuais.
A retração ocorre após a economia criativa ter registrado alta no número de postos de trabalho nos dois últimos trimestres do ano passado. No terceiro trimestre de 2020, o segmento havia registrado aumento de 1% no número de postos de trabalho frente ao segundo trimestre. No quarto trimestre, houve nova alta (de 6%), frente ao 3º trimestre.
A maior queda relativa se deu entre os trabalhadores criativos especializados na área da cultura, que atuam em atividades artesanais, artes cênicas e artes visuais, cinema, música, fotografia, rádio, T
TV museus e patrimônio. Entre o quarto trimestre de 2020 e o primeiro trimestre de 2021, a queda no número de postos de trabalho para este estrato foi de 14%. Já no comparativo com o primeiro trimestre de 2020, a perda de postos de trabalho foi de 27% (menos 198 mil postos de trabalho).
Outro estrato que amargou perdas de postos de trabalho foi o de trabalhadores especializados em atividades criativas incorporados por outros setores da economia. Neste recorte houve queda de 6% na comparação do primeiro trimestre de 2021 e o quarto trimestre de 2020, totalizando 98.425 postos de trabalho a menos. No comparativo com o primeiro trimestre de 2020, o número de postos fechados neste estrato foi de 128.725.
Na análise geográfica, na comparação do primeiro trimestre de 2021 e o mesmo intervalo de 2020 os estados brasileiros que mais sofreram queda de oferta de postos de trabalho na economia criativa foram Rio Grande do Norte (-24%), Paraíba (-15%), Mato Grosso (-15%), Espírito Santo (-15%) e Amazonas (-15%). Por sua vez, Piauí (+49%) e Roraima (+24%) obtiveram os maiores aumentos.
São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais seguem representando cerca de 50% do total de postos de trabalho na economia criativa brasileira. Neste grupo, Minas Gerais foi o que mais sofreu queda no número de postos ofertados entre o primeiro trimestre de 2020 e igual intervalo de 2021 (-8%), porém apresentou leve taxa de crescimento no emprego entre o quarto trimestre de 2020 e o primeiro trimestre de 2021 (2%). O Rio de Janeiro perdeu 4% de janeiro a março, contraposto a igual período de 2020. São Paulo perdeu 2%.