Emprego
APESAR DA PANDEMIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS CRIARAM 6,5 MIL VAGAS
A geração de emprego no Estado foi liderada pelo setor de serviços, com a criação de 4.520 vagas formais de janeiro a maio, diz Caged
Mesmo com as medidas de isolamento social do governo de Alagoas, que restringiu, por alguns meses, o funcionamento de bares, restaurantes e comércio, esses setores registraram aumento na geração de vagas com carteira assinada este ano, na comparação com o ano passado. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na quinta-feira (1º), pelo Ministério da Economia, a geração de emprego no Estado foi liderada pelo setor de serviços, com a criação de 4.520 vagas formais de janeiro a maio. O volume representa um aumento de 2,78% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em segundo lugar aparece o comércio, com a criação de 2.032 vagas com carteira assinada - um avanço de 2,30% em relação aos cinco primeiros meses de 2020. Além dos dois setores, a construção civil registrou aumento na geração de emprego em Alagoas este ano, com a criação de 864 postos formais - uma alta de 3,63% ante o ano passado.
Na outra ponta, a indústria viu o número de empregos formais despencar 23,41% este ano, com o fechamento de 15.908 postos de trabalho. A maior parte disso aconteceu devido à sazonalidade da indústria de cana-de-acúcar. Quem também registrou queda na geração de emprego foi a agropecuária, que fechou 1.592 vagas de trabalho este ano, uma retração de 15,55% em relação aos cinco primeiros meses do ano passado.
De acordo com os dados do Caged, Alagoas registra um saldo negativo de 10.084 postos formais de trabalho de janeiro a maio deste ano. O volume representa uma queda de 2,86% em relação ao ano passado.
MUNICÍPIOS
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O levantamento do Ministério da Economia revela ainda a capital alagoana lidera a geração de empregos no ano, com a criação de 4.825 postos formais de trabalho, um aumento de 2,51% em relação ao ano passado. Em seguida aparece Arapiraca, com a criação de 1.778 vagas (alta de 5,32%), Cacimbinhas, com a geração de 266 vagas (aumento de 131,68%), e Maragogi, que criou 239 vagas - um aumento de 6,58%. Na outra ponta, o município de Rio Largo aparece como o maior saldo negativo na geração de emprego, com o fechamento de 2.906 postos formais de trabalho, uma retração de 32,56%. Em seguida aparecem São Miguel dos Campos, com extinção de 2.766 vagas, Coruripe (-2.299), São José da Laje (-2.078) e São Luís do Quitunde (-1.868).
MAIO
Levando-se em conta apenas o mês de maio, Maceió também lidera a geração de emprego, com a criação de 1.048 postos, na série sem ajuste. Em seguida aparecem Rio Largo (566 vagas), São José da Laje (410), Arapiraca (315) e Atalaia (129). Na outra ponta, São Luis do Quitunde registrou a maior retração de postos de trabalho em maio, com a extinção de 150 vagas. Em seguida aparecem Matriz de Camaragibe (-85), Craíbas (-55) e Piranhas (-50). Em todo o Estado, como a Gazeta informou na edição desta sexta-feira (1º), foram criadas 2.725 novas vagas no mês de maio, após quatro meses consecutivos de fechamento de postos de trabalho. A indústria foi o segmento que mais abriu vagas, com 1.045 novos postos, seguida pelo setor de serviços (1.036). O comércio teve saldo positivo de 281 novas vagas e a construção 276. A agropecuária teve o menor saldo, 87 novas vagas. O estoque de empregos formais em Alagoas ficou em 343.114 no mês de maio. Os números mostram que a maioria das novas vagas foram ocupadas por homens (2.119). Já as mulheres ocuparam 606 novos postos.