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Economia

Mesmo com problemas, avalia��o da Ceal melhora

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EDIVALDO JUNIOR Como anda seu humor com o serviço de eletricidade? A Companhia Energética de Alagoas (Ceal) conseguiu melhorar na avaliação dos consumidores alagoanos em 2003. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostra a empresa com 67,25 de avaliação positiva em 2003. É a quarta no ranking das distribuidoras do Nordeste. A média na região foi de 62,68 e no Brasil de 63,63. O IASC varia de 0 a 100. Esse é o quarto ano do Índice Aneel de Satisfação do Consumidor (IASC), divulgado ontem. Desde 2000, quando a primeira pesquisa foi realizada (60,54), a Ceal tem conseguido melhorar. O índice foi de 61,33 em 2001 e 63,70. A apuração do resultado foi feita pelo Instituto Vox Poppuli e reflete, segundo o presidente da Ceal, Joaquim Brito, ?avanços? nos serviços da companhia. Ele próprio reconhece que ainda existem muitas deficiências. Se os entrevistadores do Vox Poppuli tivessem ouvido os usuários de Maceió no último domingo pela manhã, certamente o resultado seria outro. Faltou energia durante quase toda a manhã nos bairros da orla (Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca, etc.) Foi um corte programado, segundo o diretor de operações da Ceal, Geraldo Santiago. Mas ele admite que a empresa recebeu centenas de reclamações. ?Foi uma parada para substituição de linhas e postes. Era preciso desligar. Mas avisamos, antes nas rádios e nos jornais?, justifica. Em Maceió, de acordo com Santiago, existem 15 equipes de prontidão para atender às chamadas de falta de energia. ?Em média, levamos de 15 a 20 minutos para atender a um chamado?, diz. A demora, entretanto, pode ser maior. Os consumidores que acionam o serviço de emergência da Ceal pelo telefone 0800-082-0196 chegam a esperar mais de uma hora até a chegada da equipe da companhia. Investimentos Joaquim Brito prometeu melhorar a posição da Ceal no ranking da Aneel, este ano. ?Vamos investir R$ 30 milhões em construção de novas linhas, subestações e em programas. Na próxima segunda-feira sai a licitação do Reluz e até 15 de abril lançamos o edital do Luz Para Todos?, resume. Para Brito, a evolução da Ceal no IASC ? em ritmo de escadinha ? se deve ao ?empenho dos funcionários e prestadores de serviços?. Apesar do resultado, ?acima da média do País e da região?, ele reconhece que ainda falta muito para a Ceal atender plenamente o alagoano. Depois de fechar 2002 com prejuízo de R$ 68 milhões, a Ceal fechou 2003 com lucro de R$ 20 milhões. ?Nossa meta é exeqüível. Em 2004 vamos zerar o saldo do prejuízo de R4 48 milhões, vamos ter lucro em 2005 e em 2006 cumpriremos o estatuto distribuindo lucros com funcionários e acionistas?. O balanço da empresa em 2003 será submetido aos conselhos administrativo e fiscal na próxima segunda-feira.

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