Consumo
ESPECIALISTA RECOMENDA ECONOMIZAR ENERGIA ELÉTRICA
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Desde 2015, a cobrança da energia elétrica dos brasileiros utiliza um sistema de bandeiras que é considerado na hora de fechar a conta, sendo elas nas cores verde, amarela e vermelha, indo da mais barata até a mais cara, respectivamente. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão responsável pelos encargos no país, atribuiu a bandeira vermelha 2 (a mais cara) para a tributação do mês de julho, o que pode pesar no bolso. De acordo com o engenheiro elétrico Ricardo Sampaio, os alagoanos devem se adaptar rapidamente ao novo aumento.
“A gente tem recebido tantos aumentos, que logo no outro mês já se espera um novo aumento. A justificativa para o uso da bandeira vermelha é repor uma perda de renda para alimentar as hidrelétricas e termelétricas. Apesar das maneiras de economizar, a população acaba se adaptando aos valores mais altos”, afirma o engenheiro elétrico, reforçando que a maioria dos alagoanos já seguem um padrão mínimo de consumo.
O profissional também cita maneiras de economizar energia, para dessa forma as taxas relacionadas ao consumo venham cada vez menores. Uma das principais formas de economia é evitar o uso constante de equipamentos de aquecimento ou resfriamento, como motores e ar condicionados, pois utilizam de resistência e consomem mais. Ele também explica sobre a “tarifa branca”, na qual o consumidor escolhe um horário de maior consumo e fica fora do horário considerado como “horário de ponta”, no qual a tarifa é mais cara.
“O horário entre as 17h30 e 20h30 possui maior tarifação. Uma hora antes e uma hora depois deste horário são consideradas horas de tarifação intermediária, onde a cobrança também é mais cara. Se o consumidor tem um perfil de consumo fora desses horários, ele paga uma tarifa menor”, explica Ricardo Sampaio, complementando que outra estratégia para redução de consumo seria adotar outra forma de geração de energia, como a fotovoltaica, que utiliza a luz do sol como fonte.
Com a bandeira vermelha valendo, os métodos para economizar no consumo de energia elétrica já se tornaram parte da vida dos alagoanos, como é o exemplo da jornalista Flávia Yezzi. A profissional de comunicação já está adotando medidas para diminuir o uso de eletrônicos junto ao filho de três anos, com quem ela mora no bairro da Mangabeiras. “Eu tenho diminuído as lavagens de roupa, deixando juntar uma quantidade razoável antes de mandar para a máquina. Não ligo mais ar condicionado, agora só ventiladores. Banho quente só à noite. A TV eu já não assistia muito, era mais meu filho, mas agora ele tá assistindo mais pelo tablet. Também evito deixar lâmpada acesa em cômodo quanto ele está vazio”, relata a jornalista.
USO DE “GATOS”
Apesar de poder ser configurado como crime de furto ou estelionato, o uso de “gatos” elétricos pode acabar se tornando frequente diante das novas tarifas. Em 2019, cerca de 16% da energia injetada na rede de distribuição brasileira não foi faturada, indicando que foi consumida de maneira clandestina. Para Ricardo Sampaio, a falta de fiscalização é o principal fator contribuinte para esse problema. “As distribuidoras de todo o Brasil já implementaram um sistema de fiscalização online que mede o consumo por quadra. Através disso dá pra ter uma média do consumo mensal naquela quadra, tornando mais fácil identificar possíveis gatos. Ainda assim, as falhas na fiscalização permitem esse tipo de infração”, conclui o engenheiro elétrico.
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* Sob supervisão da editoria de Economia.