Saneamento
MAIS DE 90% DOS ALAGOANOS PAGAM CONTA DE ÁGUA EM DIA
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O alagoano é bom pagador quando se trata de manter em dia a conta de água e esgoto. Pelo menos é o que mostra um novo estudo divulgado nesta terça-feira (13) pelo Instituto Trata Brasil, ao apontar que 92,5% da população alagoana com acesso aos serviços de água e esgoto paga por eles.
Ainda segundo o estudo, as famílias de Alagoas têm um custo médio de R$ 59,41 com saneamento - o valor da conta mensal de água e esgoto. Na região Nordeste, o alagoano gasta mais que o pernambucano (R$ 55,90), o sergipano (R$ 54,33) e o baiano (R$ 52,18). Os maiores consumos na região estão no Rio Grande do Norte (R$ 60,44) e Paraíba (R$ 64,38).
Um dado aqui chama a atenção: entre as famílias abaixo da linha da pobreza e que recebem serviços de saneamento e pagam por eles, as despesas são quase do mesmo valor que as das famílias que estão acima da linha de pobreza. No caso de Alagoas, essa média é de R$ 52,76. Apenas R$ 6,65 separam a conta de água e esgoto do consumidor mais pobre daquela que é paga pelo consumidor acima da linha da pobreza.
“Isso indica a necessidade de avançar com políticas de universalização ao sistema de saneamento concomitantemente às políticas de tarifas sociais para grupos de extrema pobreza”, destaca um trecho do estudo.
Mais da metade das famílias abaixo da linha da pobreza (renda diária per capita de U$ 5,50, conforme conceitos do Banco Mundial) não recebe serviços de água e/ou esgoto coletado.
O estudo apontou que houve avanço nos serviços de água e esgoto nos últimos 10 anos (período de 2008 a 2018), o que significa que mais famílias tiveram acesso a saneamento. No país, o aumento foi de 2,2% ao ano de famílias com acesso às redes de água e de 3,7% ao ano de famílias ligadas às redes de coleta de esgoto.
Atualizando-se monetariamente os valores, a despesa nacional média das famílias com as contas de água e esgotos não aumentou; ao contrário, houve ligeira queda de 1,0% no período, passando de R$ 68,86 em 2008 para R$ 68,20 em 2018, o que mostra que as famílias brasileiras continuaram pagando basicamente o mesmo valor, sem pressão inflacionária.
Importante notar que neste mesmo ano, 2018, as despesas médias das famílias brasileiras com telecomunicação foram de R$ 117,31 e com energia elétrica de R$ 124,75, em média. No período de 2008 a 2018, enquanto as despesas médias com eletricidade e telecomunicação cresceram 4,3% e 7,6% respectivamente, as com água e esgoto caíram 1,0%.
O peso das despesas com saneamento na renda das famílias reduziu de 1,37% para 1,26%, ao mesmo tempo em que as famílias brasileiras gastaram mais com energia elétrica e telecomunicações. Em 2018, nas famílias mais pobres, o custo da energia representava 6% da renda mensal, as telecomunicações 5,6%, saneamento 3,7% e gás (encanado ou botijão) de 3%.
O estudo apontou a variação do valor da conta de água e esgoto dependendo do nível de atendimento prestado e outros aspectos considerados pelas empresas e agências reguladoras. Como exemplo, famílias do Distrito Federal têm um custo médio de R$ 103,93 com saneamento, enquanto as famílias do Acre têm um custo de R$ 36,56.