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Economia Arrecadação tem o melhor resultado para o período na série histórica iniciada em 1995

ARRECADAÇÃO FEDERAL CHEGA A R$ 897 BILHÕES NO PRIMEIRO SEMESTRE

Fatores como desempenho de indicadores da economia (como a produção industrial) contribuíram para o resultado, afirma Receita

Por Folhapress | Edição do dia 22/07/2021 - Matéria atualizada em 21/07/2021 às 19h24


Brasília, DF – A arrecadação federal chegou a R$ 896,8 bilhões no primeiro semestre de 2021, o melhor resultado para o período na série histórica (iniciada em 1995, mas padronizada em 2000). O dado foi apresentado nesta quarta-feira (21) pela Receita Federal e representa um crescimento real de 24% sobre o mesmo período do ano passado. Na comparação com o mesmo intervalo de 2019 (antes da pandemia), o avanço é de 6,1%. A Receita afirma que contribuíram para o resultado fatores como o desempenho de indicadores da economia (como a produção industrial), o maior recolhimento de empresas e a maior atividade no comércio exterior com a desvalorização do real frente ao dólar. No semestre, praticamente todos os itens mostraram crescimento. Os principais em termos absolutos foram tributos aplicados a empresas, como PIS, Cofins, IRPJ e CSLL (com avanço real somado superior a 30% contra um ano antes, para R$ 362 bilhões). Também houve avanço significativo na receita previenciária, ligada ao mercado de trabalho - avanço de 18%, para R$ 219 bilhões. Em junho, o resultado da arrecadação foi de R$ 137,1 bilhões -segundo melhor resultado para o mês (avanço real de 47% contra um ano antes e de 3,7% contra igual período de 2019). Nesse caso, o resultado foi explicado principalmente por fatores não recorrentes (como recolhimentos extraordinários de aproximadamente R$ 20 bilhões de tributação sobre lucro e faturamento de empresas). A arrecadação tem vindo acima do esperado inicialmente pelo governo para 2021. A diferença entre a última projeção divulgada para o ano e o calculado no Orçamento é de R$ 157 bilhões. O Ministério da Economia vai divulgar uma projeção atualizada para a arrecadação até quinta-feira (22) por meio do relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas. O ministro Paulo Guedes (Economia) diz que devem entrar nos cofres R$ 200 bilhões a mais do que no ano passado (ano de chegada da pandemia). “O Brasil está em uma vigorosa retomada do crescimento econômico”, afirmou Guedes nesta quarta ao participar do início da apresentação sobre os números (sem responder perguntas).

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