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Economia Usuários do transporte coletivo de Maceió tiveram redução no preço da passagem

USUÁRIOS DE TRANSPORTE COLETIVO DE MACEIÓ ECONOMIZAM R$ 3,2 MILHÕES

Sem aporte do poder público municipal, o valor da tarifa de transporte em Maceió ficaria em R$ 4,41

Por Hebert Borges e Jamylle Bezerra | Edição do dia 22/07/2021 - Matéria atualizada em 21/07/2021 às 19h27

O preço da passagem de ônibus é um fator que pesa no bolso de qualquer trabalhador brasileiro que depende do transporte público. Em Maceió, essa realidade não é diferente. O valor de R$ 3,35 cobrado para ir de um ponto a outro da cidade, quando somado no final do mês, equivale a um montante considerável que, em muitos casos, faz falta na hora de fechar as contas. Ainda assim, a tarifa de Maceió tornou-se a mais barata entre as capitais brasileiras. Isso porque, desde o dia 25 de janeiro deste ano, ela foi reduzida e deixou de custar R$ 3,65. No entanto, segundo estudos realizados por uma empresa de consultoria contratada pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Maceió (SMTT), a tarifa técnica de Maceió deveria ser, em janeiro de 2020, de R$ 4,41. Ou seja, considerando que em junho deste ano 3.022.150 pessoas usaram o transporte coletivo de Maceió, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Maceió (Sinturb), juntas, estas pessoas economizaram R$ 3,2 milhões. Isso porque, a diferença entre a tarifa praticada e a tarifa ideal é de R$ 1,06. Um elemento tem “segurado” o valor da passagem em Maceió: o subsídio do poder público. Segundo a SMTT, desde o mês passado que é feito um aporte financeiro da Prefeitura em favor dos cidadãos no valor de R$ 2,5 milhões. O aporte inclui o suporte das gratuidades no transporte público. Se praticado o valor de R$ 4,41, a tarifa de Maceió seria a 5ª mais cara do Brasil, atrás somente de Porto Alegre (R$ 4,55) e Belo Horizonte, Curitiba e Florianópolis que cobram R$ 4,50. De acordo com a prefeitura, em breve será implementado um plano de cumprimento de metas de qualidade pelas empresas do transporte coletivo de Maceió que sustentará a melhoria contínua dos serviços em termos de idade média dos veículos, cumprimento de horários, ampliação do número de linhas, redefinição das linhas já existentes, mais conforto e segurança para os usuários. O Sinturb detalha que, ao adquirir uma passagem, os usuários dos ônibus estão pagando pelo combustível, pelo salário dos rodoviários, pela manutenção dos veículos e, também, pelas pessoas que têm gratuidade e desconto, como é o caso de idosos, deficientes e estudantes. São muitos os custos divididos pelas empresas com a população para que o ato de andar de ônibus seja feito em segurança, com profissionais qualificados à frente dos volantes, e com a maior qualidade possível, em especial em tempos de pandemia, quando é preciso que haja a sanitização e higienização dos coletivos diariamente.

DIFICULDADES

A queda no número de passageiros de ônibus, que já vinha ocorrendo em Maceió, foi intensificada com a pandemia, fazendo com que o setor do transporte público enfrente muitas dificuldades para ofertar um serviço de qualidade para a população. Para se ter uma ideia, em janeiro de 2020, o número de passageiros era de 4.735.450. Em abril do ano passado, chegou a 1.891.115 e, em dezembro, chegou a 3.240.530, uma recuperação que não chegou nem perto do número registrado no início do ano em que começou a pandemia. No primeiro semestre de 2021, o mês de março foi o que apresentou o maior número mensal de passageiros, com 3.240.815. Em junho, esse número foi de 3.022.150. De acordo com o Sinturb, os chamados custos operacionais, como o diesel e a folha salarial dos funcionários do setor, representam 70% do valor da tarifa. “Além disso, outro fator que pesa bastante no cálculo são as gratuidades não subsidiadas, que são os passageiros idosos, as pessoas com deficiências (PCD) e os estudantes”, pontua o sindicato, por meio de nota. A expectativa do setor é com o anúncio, já feito pela Prefeitura de Maceió, que vai garantir 100% de gratuidade para todos os estudantes que usam ônibus na capital. Com o custeio total dessas passagens por parte do poder público, a tendência é que o setor possa repassar melhorias para os usuários. “Hoje, os custos com a meia passagem são ‘repartidos’ pelos passageiros pagantes, que são aqueles que efetivamente pagam pela passagem ao embarcar no ônibus. Ao passo em que seja feito o subsídio referente aos passageiros gratuitos, isso tende a mudar”, completa o Sinturb.

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