Benefício
PEDIDOS DE SEGURO-DESEMPREGO CAEM 9,7% E SOMAM R$ 133 MILHÕES
Os números do governo mostram que foram 28.480 pedidos este ano, ante 31.561 no ano passado
O número de pedidos de seguro-desemprego recuou 9,7% em Alagoas no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Ministério da Economia. Ainda assim, o pagamento do benefício injetou R$ 133 milhões na economia do estado.
Os números mostram que foram 28.480 pedidos este ano, ante 31.561 no ano passado. Destes, 70,9% deram entrada por meio da internet, o que equivale a 20.200. Foram pagas 106.047 parcelas de seguro-desemprego em Alagoas nos primeiros seis meses de 2021. O valor médio das parcelas foi de R$ 1.254,18.
Em Alagoas, a maior parte dos requerentes deste ano recebiam acima de um salário mínimo e até um salário mínimo e meio antes de serem demitidos, eram 13.405 nesta situação. Na outra ponta, apenas 23 pessoas que recebiam mais de dez salários mínimos deram entrada no seguro-desemprego.
Os homens foram maioria nas solicitações de seguro-desemprego em Alagoas, sendo 19.957 feitas por eles. Já entre as mulheres foram 8.523 solicitações. Quando analisada a faixa etária dos solicitantes, a maioria (10.078) tinha de 30 a 39 anos. As pessoas com ensino médio completo são maioria entre os pedidos, com 16.300.
O setor onde mais foram registrados pedidos de seguro-desemprego foi o de Serviços, com 10.269 solicitações. Logo após aparece o Comércio, com 8.361. A Agropecuária foi o setor que menos registrou solicitações em Alagoas, com 2.162 pedidos.
CENÁRIO NACIONAL
Em todo o país os pedidos de seguro-desemprego tiveram queda de 21% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2020, período marcado pelo início da pandemia de coronavírus, foram registrados 3,9 milhões de pedidos ante 3,1 milhão nos últimos seis meses de 2021. Os números do Ministério da Economia apontam que o recorde de pedidos foi em maio do ano passado, com 960.308, a maior marca da série histórica. Em junho deste ano, foram 483.233, retomando o patamar anterior à pandemia. "Mas é importante observar, no entanto, que em 2021 o país vive uma recuperação econômica e gerou empregos em todos os meses até o momento, o que explica, em parte, o menor número de pedidos em relação ao ano passado, em que nos primeiros meses houve perda expressiva de emprego em decorrência do lockdown imposto pela pandemia naquele momento", diz trecho de documento da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho.
QUEM TEM DIREITO
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Tem direito ao seguro-desemprego o trabalhador que atuou em regime CLT e foi dispensado sem justa causa, inclusive em dispensa indireta - quando há falta grave do empregador sobre o empregado, configurando motivo para o rompimento do vínculo por parte do trabalhador. Também pode requerer o benefício quem teve o contrato suspenso em virtude de participação em programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, o pescador profissional durante o período defeso e o trabalhador resgatado da condição semelhante à de escravo. O valor recebido pelo trabalhador demitido depende da média salarial dos últimos três meses anteriores à demissão. Em 2020, o valor máximo das parcelas foi de R$ 1.813,03. O trabalhador recebe entre três e cinco parcelas, a depender do tempo trabalhado. A solicitação do seguro-desemprego pode ser feita no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou no portal gov.br e também está disponível para quem buscar atendimento presencial nas unidades de atendimento ao trabalhador.