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BALANÇA COMERCIAL DE AL TEM DEFICIT DE R$ 238,7 MI EM JULHO

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A balança comercial alagoana - medida pela diferença entre as exportações e importações - registrou um deficit de US$ 45,6 milhões (cerca de R$ 238,7 milhões no câmbio atual) em julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6), pelo Ministério da Economia. De acordo com os dados, no mês passado, as empresas alagoanas exportaram US$ 1,68 milhão, contra US$ 47,30 milhões movimentados com as importações. No acumulado do ano, a balança comercial alagoana registra um deficit de US$ 242,6 milhões (cerca de R$ 1,26 bilhão). Segundo o ministério, de janeiro a julho deste ano, Alagoas exportou US$ 208,8 milhões - uma queda de 8,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as exportações subiram 19,5% , movimentando US$ 451,4 milhões. Em todo o País, a alta das importações em ritmo maior que o das exportações fez o superavit da balança comercial recuar levemente em julho. No mês passado, o país exportou US$ 7,395 bilhões a mais do que importou. Esse foi o segundo melhor resultado da história, só perdendo para julho do ano passado (US$ 7,601 bilhões). Apesar da queda de 2,7% em valores absolutos, o saldo comercial em julho bateu recorde pelo critério da média diária. Ao dividir o superavit pelo número de dias úteis, o saldo cresceu 1,7% em julho de 2021 na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo o Ministério da Economia, a diferença decorre do fato de que julho deste ano teve 22 dias úteis, contra 23 em 2020. No mês passado, as exportações somaram US$ 25,529 bilhões, alta de 37,5% sobre julho de 2020 pelo critério da média diária. As exportações bateram recorde para todos os meses desde o início da série histórica, em 1989. As importações totalizaram US$ 18,133 bilhões, alta de 60,5% na mesma comparação. A alta no preço das commodities sustentou as exportações. No mês passado, o volume de mercadorias embarcadas caiu 8% em relação a julho de 2020. Os preços subiram, em média, 43,1% na mesma comparação. Por causa da quebra na safra de milho, afetada pela seca e pelas geadas, as exportações do produto caíram US$ 223 milhões em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Do lado das importações, as compras de combustíveis, de adubos e fertilizantes e de partes e acessórios de veículos apresentaram o maior crescimento. A alta do dólar, associada à elevação no preço internacional do petróleo (usado tanto nos combustíveis como em parte dos fertilizantes), pressionou as importações. A recuperação da economia também elevou o consumo. No mês passado, o volume importado subiu 31%, e os preços médios aumentaram 15,4%.

*Com informações da Agência Brasil

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