Pandemia
ALAGOAS FECHA 6,3 MIL EMPRESAS NO PRIMEIRO SEMESTRE, ALTA DE 50%
Números apontam que nos primeiros seis meses deste ano foram fechadas 6.303 empresas, ante 4.182 no primeiro semestre de 2020
O fechamento de empresas cresceu 50% em Alagoas no primeiro semestre deste ano, na comparação com o período do ano passado, de acordo com dados do Mapas das Empresas, do Ministério da Economia. Os números apontam que nos primeiros seis meses deste ano foram fechadas 6.303 empresas, ante 4.182 no primeiro semestre de 2020.
Os números registrados em Alagoas são superiores aos nacionais. Em todo o país, foram fechadas 659.607 empresas no primeiro semestre deste ano, ante 507.217 no mesmo período do ano passado. Ou seja, houve um aumento de 30%.
Atualmente, Alagoas conta com 156.717 empresas ativas no estado. Destas, 149.065 são matrizes e 7.652 são filiais. Em relação aos 6.303 fechamentos registrados este ano, 6.032 eram matrizes e 271 filiais. Segundo o mapa, o tempo de abertura de uma empresa este ano em Alagoas foi de dois dias e vinte horas.
Das 156.717 empresas ativas em Alagoas, 140.371 são microempresas, 8.690 são empresas de pequeno porte e outras 7.656 são de outros portes. O comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios é o ramo com o maior número de empresas em atividade, com 11.404.
O Mapa de Empresas é uma ferramenta disponibilizada pelo governo federal para os interessados em obter informações mensais sobre o procedimento de registro de empresas, como o tempo médio para abertura, e o número de empreendimentos abertos e fechados, inclusive com detalhes sobre a localização e as atividades desenvolvidas.
De acordo com a subsecretária de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato do governo federal, Antonia Tallarida, os dados dos últimos anos mostram que a abertura de MEIs têm elevado a taxa total de empresas abertas. Com isso, a taxa de representação total dos MEIs têm se elevado nas medições. “Em 2019 os microempreendedores individuais representavam 77,6% dos negócios abertos e, em 2020, a gente atingiu a marca de que 79,3% dos negócios abertos são MEIs”, disse.
No balanço do final de 2020, o secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Gleisson Rubin, disse que com as medidas adotadas para diminuir a burocracia, cerca de 45,5% das empresas conseguem ser abertas em menos de um dia. “São as [empresas] classificadas como de baixo risco, que respondem por 60% do total de registros e para as quais não existe a necessidade de obtenção de alvarás e licenças e de serviços”, disse.
DEMISSÕES
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O resultado do fechamento dessas empresas são demissões. Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que foram, em média, 15 demissões por hora em Alagoas no primeiro semestre deste ano. Ao todo, 65.529 alagoanos perderam o emprego entre janeiro e junho deste ano. Tudo isso fez com que Alagoas encerrasse o primeiro semestre de 2021 com o pior saldo de empregos do País. Foram fechados 5.565 postos de trabalho no estado, resultado da diferença entre as 65.529 demissões e 59.964 admissões no período. O resultado teve variação negativa de 1,58% em relação ao mesmo período do ano passado, no auge da pandemia. De acordo com os dados do Ministério da Economia, homens com o ensino fundamental incompleto foram os mais penalizados em Alagoas pelo fechamento de postos. Entre os homens, o saldo negativo ficou em -9.587 vagas. Já as mulheres tiveram situação melhor e fecharam o semestre com saldo positivo de 4.022 vagas. As pessoas com ensino fundamental incompleto tiveram saldo negativo de -10.763. Entre as profissões, os trabalhadores agropecuários foram os que mais perderam postos de trabalho em Alagoas, com -15.141. Só entre os trabalhadores ligados à cana-de-açúcar, o saldo negativo ficou em 13.996. Já o setor que mais teve melhor saldo foi o de trabalhadores de serviços administrativos, com 2.847 novos postos de trabalho. Quando analisados os dados por faixa etária, o que se mostra é que os jovens com idade entre 18 e 24 anos tiveram o melhor cenário, com saldo positivo de 3.321 novos postos. Já as pessoas com idade entre 40 a 49 anos tiveram o pior saldo, que fechou negativo em -3.335 postos de trabalho.