loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 0
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Consumo

VENDAS NO COMÉRCIO ALAGOANO CRESCEM 6,1% NO 1º SEMESTRE

.

Ouvir
Compartilhar
O desempenho do comércio local avançou 10,8% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado
O desempenho do comércio local avançou 10,8% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado -

As vendas do comércio varejista alagoano registraram um crescimento de 6,1% no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio divulgada nesta quarta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados, o desempenho do comércio local avançou 10,8% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foi a oitava maior alta do País e a quinta do Nordeste. Na comparação com maio, no entanto, as vendas recuaram 0,2%. Foi a quarta variação negativa nas vendas do comércio varejista deste ano. O desempenho do comércio alagoano já havia apresentado queda em janeiro (-3,5%), março (-1,2%) e abril (-2,3%). Segundo o IBGE, apenas fevereiro, com alta de 0,8%, e maio (5,6%) tiveram desempenho positivo no primeiro semestre. No varejo ampliado - que também inclui veículos e materiais de construção -, as vendas em Alagoas registraram alta de 14,1% no primeiro semestre. Em doze meses, o aumento foi de 10,3%. Em junho, segundo o IBGE, o avanço foi de 17,7% ante junho do ano passado. Já em relação ao mês anterior, o crescimento foi nulo. Em todo o País, as vendas no comércio varejista fecharam o primeiro semestre do ano com alta de 6,7%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o resultado ficou negativo em 3,2%, com o início da pandemia da covid-19. Nos últimos 12 meses, a alta acumulada é de 5,9%. Segundo gerente da pesquisa, Cristiano Santos, apesar da alta, o resultado deve ser considerado em perspectiva, tendo em vista a base de comparação negativa do primeiro semestre de 2020. “A gente teve semestres muito destacados. A questão de novas restrições, que aconteceu no primeiro semestre de 2021, com relação a, por exemplo, abertura de lojas físicas, horário de funcionamento, isso tudo é um cenário mais ou menos o espelho do primeiro semestre de 2020, porque ele acaba por restringir essa oferta dessas lojas e acaba afetando a receita dessas empresas que tiveram essas restrições. Isso aconteceu, mas com amplitude menor agora no primeiro semestre de 2021”, disse. Em junho, as vendas do comércio varejista apresentaram queda de 1,7% após registrar alta por dois meses seguidos. Foi a maior retração do ano e a segunda maior queda para um mês de junho em toda a série histórica, iniciada no ano 2000. Na passagem de maio para junho, a maior queda ocorreu em 2002, quando as vendas caíram 2%. Mesmo com a queda, o varejo em junho ficou 2,6% acima do patamar pré-pandemia da covid-19, devido à recuperação ocorrida no segundo semestre do ano passado. Cristiano Santos, explicou que a queda no varejo pode ser um reflexo do aumento dos juros, que compromete a capacidade de consumo das famílias. “Em junho, já começa a ter alguns sinais de aumento de juros. A família tem algumas maneiras de fazer gastos, através de rendimentos habituais, de rendimentos extra habituais, de poupança ou de crédito. Então, à medida que os juros começam a crescer, o crédito começa a diminuir. Isso também rebate no indicador das vendas”, disse Cristiano. De acordo com ele, o aumento da inflação também contribuiu para o resultado negativo do comércio. “Também tem um certo cenário de inflação nesses resultados. Isso aparece quando a gente faz a comparação entre o resultado do volume de vendas, que teve queda de 1,7% em junho, e nas receitas ele foi 1,5% acima de maio. Essa invertida no valor nominal que a gente apura tem esse fenômeno das pressões inflacionárias”, explicou. As informações são da Agência Brasil.

Relacionadas