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Economia

Unida diz que subs�dio da cana pode sair em 2 semanas

EDIVALDO JUNIOR Depois de idas e vindas a Brasília e muitas lamentações, os fornecedores de cana-de-açúcar do Nordeste receberam, ontem, um aceno de que o programa de equalização de custos da cana-de-açúcar – o subsídio da cana – será retomado. “O d

Por | Edição do dia 01/04/2004 - Matéria atualizada em 01/04/2004 às 00h00

EDIVALDO JUNIOR Depois de idas e vindas a Brasília e muitas lamentações, os fornecedores de cana-de-açúcar do Nordeste receberam, ontem, um aceno de que o programa de equalização de custos da cana-de-açúcar – o subsídio da cana – será retomado. “O deputado José Múcio (líder do PTB na Câmara) esteve ontem com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Ele me ligou hoje (ontem) avisando que é uma decisão de governo. O subsídio vai sair. Agora é só esperar pela burocracia. A expectativa é que dentro de uma ou duas semanas tudo esteja resolvido”, anunciou, ontem, o presidente da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), Edgar Antunes. Valores O secretário geral da entida, Gregório Maranhão, também conversou com o deputado, por telefone. Mas não vou antecipar quais os critérios nem os valores que serão liberados. “Por enquanto, existe uma decisão política. Vamos a Brasília para conhecer os detalhes”, explicou. O setor sucroalcooleiro tem a receber – pelos cálculos das entidades que representam usineiros e fornecedores de cana – cerca de R$ 600 milhões de equalização que deixaram de ser repassados nas últimas duas safras de cana na região. A equalização é de R$ 5,07 por tonelada de cana limitada a um volume de 48 milhões de toneladas por safra. Ela representa, em tese, a diferença de custos para se produzir uma tonelada de cana no Nordeste e no Centro-Sul. “Hoje essa diferença é superior a R$ 10”, diz Maranhão. “Sem a equalização, o Nordeste tende a desaparecer. E entendendo a importância da atividade para a região, especialmente pelos 350 mil empregos diretos que gera, o governo resolveu retomar a equalização”, reforçou.

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