Consumo
FATIA DO COMÉRCIO ELETRÔNICO ESTACIONA NO 2º SEMESTRE
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São Paulo, SP – O avanço da vacinação e a queda do número de óbitos por Covid-19 têm contribuído para o retorno das atividades presenciais. Com mais lojas abertas e sem restrição de horário, o consumo no varejo físico cresceu 47,2% no segundo trimestre de 2021, na comparação com o mesmo período do ano passado, informa o terceiro relatório de Análise de Comportamento de Consumo do Itaú Unibanco.
O aumento das vendas no varejo físico no segundo trimestre superou a alta nas vendas do varejo online no período, que foi de 43,2%. Com isso, a fatia das vendas online no bolo total ficou praticamente estacionada em 21,1%. No segundo trimestre de 2020, a fatia do online foi 21,5%.
“Isso me surpreendeu, achei que o varejo online iria crescer em participação”, disse o diretor de estratégia e engenharia de dados do Itaú Unibanco, Moisés Nascimento, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (24) para apresentar o relatório.
O especialista diz que ainda é cedo para saber se este é um movimento de desaceleração no varejo eletrônico. “Precisamos de pelo menos mais dois trimestres para termos esta perspectiva”.
Os gastos com compras no varejo total (incluindo físico e online) no segundo trimestre cresceu 46,4% na comparação anual. Em relação ao mesmo período de 2019, sem pandemia, o aumento foi de 26,5%. “Vemos uma tendência positiva de retomada do varejo”, disse Nascimento.
No segundo trimestre deste ano, os setores com maior crescimento na comparação anual no varejo físico foram atacadistas (alta de 35,4%) e construção (31,6%). Já nas compras online, os maiores destaques foram saúde, bem-estar e veterinários (97,3%) e alimentação (38,2%).
“Neste último caso, vemos as compras de comida por delivery e as compras de supermercado crescendo de maneira consistente, o que consolida novos hábitos de consumo”, afirma Nascimento.