Pesquisa
SETOR DE SERVIÇOS EM ALAGOAS MOVIMENTOU R$ 8,6 BILHÕES, DIZ IBGE
O valor é 1% maior que o registrado no ano anterior, quando o setor movimentou R$ 8,4 bilhões
O setor de serviços em Alagoas movimentou R$ 8,6 bilhões em 2019, de acordo com dados da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), que foi divulgada nessa quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor é 1% maior que o registrado em 2018, quando o setor movimentou R$ 8,4 bilhões, o que aponta que o setor estava em crescimento no período pré-pandemia. Este valor representa 4,3% do total da região Nordeste, o que assegura o sexto lugar no ranking regional.
Além da movimentação, os números do IBGE apontam que houve aumento no número de pessoas empregadas no setor em Alagoas. Eram 98.104 trabalhadores do serviços em Alagoas em 2019, ante 94.018 em 2018, um aumento de 4%. Já o número de empresas do ramo aumentou 3% na passagem de 2018 para 2019, saindo de 8.578 para 8.837.
A pesquisa mostra que o ramo de alimentação e alojamento é o que mais emprega no setor de serviços em Alagoas, com 24.902 trabalhadores, 2.107 empresas e uma arrecadação bruta de R$ 1,6 bilhões em 2019.
Em todo o país, o setor de serviços tinha 1,4 milhão de empresas, que geraram R$1,8 trilhão em receita operacional líquida e R$ 1,1 trilhão de valor adicionado em 2019. O setor empregava 12,8 milhões de pessoas, que receberam R$ 376,3 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.
Frente a 2018, o número de pessoas ocupadas no setor de serviços aumentou 2,1%. Já a receita bruta do setor somou R$ 2,0 trilhões, dos quais 2,6% vinham de atividades secundárias, como a revenda de mercadorias e a venda de produtos de fabricação própria.
Entre 2010 e 2019, o segmento de Serviços de informação e comunicação foi o único dos sete segmentos analisados que perdeu participação, 5,6 pontos percentuais (p.p.), na geração de receita operacional líquida, devido principalmente à queda de 6,1 p.p. no setor de telecomunicações. O segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio concentrou a maior parcela da receita operacional líquida (29,0%).
Na segunda posição, estava o setor de Serviços profissionais, administrativos e complementares (27,0%). Na sequência vieram Serviços de informação e comunicação (21,8%), Serviços prestados principalmente às famílias (11,7%), Outras atividades de serviços (6,5%), Atividades imobiliárias (2,4%) e Serviços de manutenção e reparação (1,6%).
Entre 2010 e 2019, a média de ocupação do setor de serviços caiu de 11 para 9 pessoas por empresa. O segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio tinha a maior média de ocupação: 15 trabalhadores por empresa.
O salário médio mensal recuou, passando de 2,5 salários mínimos, em 2010, para 2,3 s.m. em 2019. Serviços de informação e comunicação (4,5 s.m.), Outras atividades de serviços (3,0 s.m.) e Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,8 s.m.) continuaram a pagar, em 2019, salários acima da média do setor. Serviços prestados principalmente às famílias tiveram a média salarial mais baixa (1,5 s.m.).
O setor de serviços como um todo apresentou um baixo nível de concentração em 2019, registrando razão de concentração de ordem 8 (R8) de 9,1%. O índice mede a proporção da receita operacional líquida que é gerada pelas oito maiores empresas de uma atividade. Houve uma redução de 2,6 p.p. no índice em relação a 2010, influenciada por uma queda 4,6 p.p. nesse indicador para os Serviços de informação e comunicação, segmento que manteve a concentração mais elevada em 2019 (36,0%).
Essa tendência de queda também ocorreu nos segmentos de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com diminuição de concentração de 1,7 p.p. e R8 de 15,0% em 2019; Serviços prestados principalmente às famílias (-1,0 p.p.) e R8 de 8,2%; e Serviços profissionais, administrativos e complementares (-2,7 p.p.) e R8 de 5,2%. A concentração dos outros três segmentos (Outras atividades de serviços, Atividades imobiliárias e Serviços de manutenção e reparação) aumentou, chegando a 2019 com R8 de 19,2%, 11,6% e 10,6%, respectivamente. Entre 2010 e 2019, o número médio de pessoas ocupadas apresentou redução, passando de 11 para 9 pessoas. Entre os segmentos, Outras atividades de serviços; Serviços profissionais, administrativos e complementares; Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio; e Atividades imobiliárias apresentaram redução do número médio de pessoas ocupadas nas empresas, enquanto os demais mantiveram-se inalterados no período. Em 2019, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais geraram, respectivamente, 42,9%, 11,7% e 7,6% da receita bruta de serviços do Brasil, ocupando as três primeiras posições do ranking nacional, que se manteve inalterado frente a 2010. Outras mudanças estruturais em destaque foram: o Paraná avançou da quinta para a quarta posição, trocando de posição com o Rio Grande do Sul; e Santa Catarina inverteu de posição com a Bahia, passando da sétima para sexta posição no ranking nacional. Esses mesmos movimentos se repetiram nas sete primeiras posições quando é analisada a distribuição de pessoal ocupado nas Unidades da Federação.