Trabalho
ALAGOAS ACUMULA SALDO NEGATIVO NA GERAÇÃO DE EMPREGO ESTE ANO
De janeiro a julho, o Estado extinguiu 1,52 mil postos de trabalho com carteira assinada, aponta Caged
Alagoas continua com saldo negativo na geração de empregos em 2021. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nessa quinta-feira (26) pelo Ministério do Trabalho mostram que o estado já acumula o fechamento de 1.522 postos de trabalho.
Os números mostram que os homens são os mais penalizados, com o fechamento de 7.033 vagas de trabalho. Já as mulheres registram saldo positivo de 5.511 novas vagas. As pessoas na faixa etária de 40 a 49 anos foram as que mais tiveram perdas, com 2.791 vagas fechadas. Quando o assunto é a escolaridade, os de nível fundamental incompleto foram os mais penalizados, com o fechamento de 9.418 postos de trabalho.
Em julho passado, Alagoas registrou saldo positivo de 4.062 novas vagas de emprego. O saldo é resultado das 11.955 admissões, ante 7.893 demissões. De acordo com o Caged, o grupo que abrange as atividades de serviços e vendedores foi o que obteve o melhor saldo, com 1.174 novas vagas. Resultado das 1.444 admissões e 295 demissões no ramo.
Foi registrado saldo positivo entre todas as as faixas etárias, sendo os jovens de 18 a 24 anos os mais beneficiados, com 2.036 novos postos de trabalho. Em relação aos níveis de escolaridade, foram abertos 2.062 novos postos para pessoas com ensino médio.
CENÁRIO NACIONAL
Somente em julho, o Brasil registrou um saldo de 316.580 novos trabalhadores contratados com carteira assinada em julho de 2021. O saldo é o resultado de um total de 1.656.182 admissões e 1.339.602 desligamentos. O salário médio de admissão caiu 1,25% na comparação com o mês anterior, situando-se em R$ 1.801,99. No acumulado do ano, o país registra saldo de 1.848.304 empregos, decorrente de 11.255.025 admissões e de 9.406.721 desligamentos. O estoque nacional de empregos formais, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, relativo a julho ficou em 41.211.272 vínculos, o que representa uma variação de 0,77% em relação ao estoque do mês anterior.
REGIÕES E ESTADOS
Caso Nayane: laudo do IML não encontra sinais de violência, mas investigação continua
Gari de 31 anos é morto a tiros no Vergel do Lago, em Maceió
Acidente mata agente comunitária de saúde em Palmeira dos Índios
Soluções defensivas do CRB - 30/07/2026
Datas das quartas de finais da Série D definidas - 30/07/2026
A Região Sudeste foi a que gerou mais postos de trabalho. O saldo positivo ficou em 161.951 vagas, o que corresponde a um aumento de 0,77% ante junho. No Nordeste foram criados 54.456 postos (+0,83%); na Região Sul o saldo também ficou positivo (42.639 postos, +0,55%), a exemplo do Centro-Oeste (+35.216 postos, +1,01%) e do Norte (+22.417 postos, +1,18%). São Paulo foi o estado que registrou o maior saldo positivo, com 104.899 novos postos de trabalho (+0,82%, na comparação com junho), seguido de Minas Gerais (+34.333 postos; +0,79%); e Rio de Janeiro: (+18.773 postos; +0,58%). Já as unidades federativas com o menor saldo foram o Acre (806 novos postos; crescimento de 0,90% ante ao mês anterior); Amapá (saldo de 794 postos; +1,17%); e Roraima: (saldo de 332 postos; crescimento de 0,55%).
SALÁRIO MÉDIO
O salário médio de admissão em julho de 2021 (R$1.801,99) apresentou uma queda real de R$ 22,72 na comparação com junho de 2021. A variação corresponde a um percentual de -1,25%. Na indústria de transformação, a queda do valor médio de admissão (-1,69%) resultou em um salário inicial de R$ 1.767,15. No setor de construção, a queda (-0,65%) fez com que o salário médio inicial registrado ficasse em R$ 1.848,81. Já a queda do salário médio de admissão do setor de serviços ficou em -1,49%. Com isso, o salário médio inicial do setor está em R$1.965,68.