Economia
Macei� � a sexta capital em car�ncia de moradias
O governo federal aponta Maceió na sexta colocação no País em número absoluto de carência de moradias. Segundo o Programa Habitar Brasil, a cidade tem 92 mil habitações em favelas e áreas insalubres. Para reduzir o déficit habitacional, a Caixa reabriu o Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Quem se inscrever para a segunda etapa do programa será perguntado sobre a localidade onde gostaria de morar. As inscrições foram abertas na semana passada, a princípio não têm para prazo para se encerrar. Mas, segundo a direção da Caixa Econômica, um prazo de conclusão deverá ser estabelecido, caso a procura seja intensa. ?Não adianta criar grande expectativa e não poder atendê-la?, justifica o superintendente do órgão em Alagoas, Emilson Soares Nobre. A novidade desta segunda etapa é ter tornado o PAR mais ?popular?, pois agora está direcionado a pessoas com renda familiar entre três e quatro salários mínimos, R$ 720,00 e R$ 960,00, respectivamente. A estimativa é de que pelo menos 20 mil pessoas procurem a Secretaria Municipal de Habitação, onde estão sendo feitas as inscrições, para se habilitar a receber uma casa ou apartamento do PAR que, segundo a Caixa, beneficiou 14 mil famílias e injetou R$ 110 milhões na indústria da construção civil alagoana nos últimos três anos. O programa seria, também, o mais importante instrumento oficial para combater o déficit habitacional na cidade. Se o critério for a proporção entre o déficit e o número de habitantes, Maceió passa a ser campeã brasileira nesse problema. Mas, esta semana, o secretário municipal de Habitação, Claudionor Araújo, informou que há negociações em andamento para continuidade da primeira etapa do programa. É que, como o número de inscritos que não receberam casas é bem superior ao total de unidades que ainda serão entregues, a secretaria confirma que haverá excedente não atendido. O PAR 1 é destinado a uma faixa de renda mais alta, até seis salários mínimos (R$ 1.440,00) e, após a entrega de unidades em vários conjuntos, ainda existem mais de 8,5 mil pessoas na lista de espera. Boa parte não será contemplada porque existem apenas 1.616 unidades ainda a entregar.