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Tabuleiro deve absorver investimentos do PAR

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O superintendente da Caixa em Alagoas, Edmilson Soares Nobre, esclarece que a pesquisa de local não significa que a pessoa inscrita no PAR vá necessariamente morar onde escolheu. ?A Caixa está colocando áreas em potencial, regiões onde há vazios e cujos terrenos são compatíveis com imóveis voltados para essa faixa de renda. Agora, isso não quer dizer que é lá que a pessoa vai morar. Essa informação servirá de base para as negociações com as empresas construtoras?, explica. A expectativa é de que os locais mais procurados confirmem a tendência de crescimento apontada para Maceió, que é a de se expandir para a parte alta, com a preferência maior recaindo sobre bairros como Serraria e na região do Tabuleiro. A escolha também tem o objetivo de esclarecer o candidato ao programa de que o tipo de residência tem relação direta com a localização: se escolher uma casa, por exemplo, poderá ter de morar mais longe. Se a opção for por um apartamento, a localização poderá ser mais próxima do centro. É que na avaliação técnica, como o terreno para construção do primeiro tipo de moradia é maior, a incidência maior de áreas disponíveis está nos pontos mais distantes. Já os residenciais de apartamentos, como são mais compactos, permitem a escolha de terrenos mais próximos. O período aberto na última quarta-feira é, na verdade, uma espécie de pré-inscrição, em que os candidatos se habilitam como pretendentes às residências entregues pelo programa. Nesse momento, é agendado um encontro, em que o candidato deverá apresentar toda a documentação exigida e fará a inscrição propriamente dita. É quando deverá, por exemplo, comprovar a renda informada à instituição. ?O objetivo é que o atendimento seja feito sem filas, sem transtornos. Mas, para isso, estamos advertindo os interessados para que só procurem aqueles que realmente se enquadram na faixa de renda anunciada; nem acima, nem abaixo. Se a pessoa não estiver nessa faixa de renda vai perder tempo se for?, adverte Nobre. Apesar de a estimativa de procura ser de 20 mil pessoas, a instituição garante que pelo menos os primeiros inscritos já têm os imóveis garantidos. Dois empreendimentos estão em fase de construção: os residenciais ?Paraíso das Águas?, por trás do Makro, e ?Ouro Preto II?, próximo ao primeiro, no bairro do mesmo nome, vão garantir 576 unidades. E mais quatro, com um total de 1,6 mil unidades, já foram aprovados e aguardam apenas a dotação de recursos ser liberada para início das construção. ?Os primeiros inscritos, que receberem as unidades naqueles dois empreendimentos que estão em construção, já têm os imóveis garantidos?, ressalta o superintendente. Primeira etapa A primeira etapa do PAR atendeu, segundo o órgão, 14 mil famílias, que receberam 2,8 mil imóveis em 23 empreendimentos, só na capital, onde existem mais duas mil unidades em construção em oito residenciais. Considerado o principal programa voltado para habitação popular no Estado, o PAR também representa um importante incentivo para a construção civil, na qual injetou R$ 110 milhões em três anos. ?Cada um desses empreendimentos gerou em média 300 empregos diretos e cerca de 500 indiretos?, comemora o superintendente da Caixa. Entretanto, não é o único de destaque citado pela instituição. Para famílias com renda até R$ 4,5 mil está sendo oferecido o programa ?Imóvel direto na planta?, para financiamento da construção. As vantagens citadas pelo superintendente, além da possibilidade de uso dos recursos do FGTS, são a taxa de correção, que usa a TR e garante juros atraentes, e a inexistência das parcelas intercaladas, previstas nos programas mantidos pelas empresas privadas do setor. Um empreendimento, construído já com recursos do programa, com três blocos, está praticamente fechado e há mais dois blocos contratados e outros dois em fase de contratação. Para a construtora, o atrativo está em iniciar a obra já sabendo da demanda e dispondo dos recursos. Por isso é que, segundo a instituição, muitas empresas já estão procurando o órgão para a operação de antecipação de recebíveis, ou seja, para repassar a ele sua carteira de clientes em troca do recebimento prévio dos recursos, que garantirão fluxo de caixa para a empresa. Com o financiamento direto, muitas acabam enfrentando dificuldades para conseguir esse fluxo de caixa, ficando com uma margem muito restrita para lidar com a inadimplência, por exemplo. ?As empresas estão começando a entender que elas estão para construir; o financiamento é uma operação que deve ser executada exclusivamente pelo agente financeiro?, diz o superintendente.

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