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Economia Cesta básica em Maceió ficou 18,33% mais cara em julho, na comparação com julho de 2020

VALOR DA CESTA BÁSICA COMPROMETE 57% DO SALÁRIO MÍNIMO EM AL

Segundo a associação, o trabalhador da capital alagoana precisa desembolsar R$ 630,19 para comprar os produtos em julho passado

Por Hebert Borges | Edição do dia 11/09/2021 - Matéria atualizada em 10/09/2021 às 18h51

O custo da cesta básica com os 35 produtos mais vendidos em supermercados de Maceió já compromete 57% do salário mínimo, de acordo com dados da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), que foram divulgados na última quinta-feira (9). Segundo a associação, o trabalhador da capital precisa desembolsar R$ 630,19 para comprar os produtos em julho passado. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a cesta básica em Maceió ficou 18,33% mais cara, o que significou, em valores absolutos, aumento de R$ 97. Somente este ano, essa cesta já ficou R$ 54 mais cara, com um aumento de 9,46%. Na passagem de junho para julho o aumento foi de R$ 14. Em todo o Brasil, o custo da cesta manteve a tendência de alta, fechando o mês em R$ 668,55, acréscimo de 0,96% em relação a junho. Comparando com julho/2020, a alta foi de 23,14%. Estão incluídos nessa lista alimentos, cerveja, refrigerante e produtos de higiene. A região norte segue com a cesta mais cara do país no valor de R$ 752,89 (acumulado de 23,49% nos últimos 12 meses), seguido pelas regiões Sul (R$ 734,10), Sudeste (R$ 640,87), Centro-Oeste (R$ 616,68) e Nordeste (R$ 598,22). Os produtos com maiores altas nos preços no período de janeiro a julho deste ano, destacados mensalmente pela ABRAS, foram o açúcar, ovo, carne dianteiro, café, frango congelado, carne traseiro, leite longa vida e feijão foram os produtos que mais encareceram. No mesmo período, o preço do arroz, pernil e óleo de soja tiveram queda. No acumulado em 12 meses, o óleo de soja disparou com 87,3% de alta, seguido pelo arroz, (39,8%), carne dianteiro (40,6%), carne traseiro (32,9%), pernil (24,8%), frango congelado (30,8%), açúcar (32,6%), café (17,8%), ovo (12,4%), leite longa vida (10,9%) e feijão (5%). Da cesta Abrasmercado, o tomate, margarina cremosa, queijo prato, café torrado e moído e o extrato de tomate lideraram com as maiores altas, em julho na comparação com junho. Com maiores quedas, ficaram nas primeiras posições a cebola, a batata, o arroz, o pernil e o óleo de soja. De acordo com Marcio Milan, vice-presidente institucional da ABRAS, o movimento de preços não está acontecendo somente no Brasil, mas no mundo. “Nos últimos 12 meses, identificamos aumento em função da exportação de alguns produtos com maior procura, e em função do câmbio que foi bastante favorável”, afirmou Milan. Em todo o Brasil, o consumo das famílias brasileiras aumentou 4,84% em julho deste ano na comparação com junho, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (9) pela . Entre julho de 2021 e julho de 2020 houve queda de 1,15%. Este foi o segundo recuo no consumo registrado neste ano. Em junho, o Índice Nacional de Consumo das Famílias nos Lares Brasileiros já havia detectado baixa de 0,68% na comparação com o mesmo mês do ano passado. De janeiro a julho houve acumulado positivo de 3,24%. O resultado contempla todos os formatos de loja do setor - atacarejo, supermercado convencional, loja de vizinhança, hipermercado, minimercado e e-commerce. Para Milan, o crescimento de junho para julho se deve a um conjunto de fatores, como o pagamento de R$ 5,5 bilhões da quarta parcela do Auxílio Emergencial, que beneficiou 26,7 milhões de famílias. A distribuição de R$ 1,23 bilhão pelo Bolsa Família para as famílias não elegíveis a receber o Auxílio Emergencial também ajudou a impulsionar o índice. Milan destacou também a geração de 50.977 postos de trabalho gerados no setor em julho e o avanço da vacinação. O crescimento sólido e constante do setor também contribuiu para o aumento do índice.

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