Economia
Custo de vida acumula alta de 2,93% em Macei�
EDIVALDO JUNIOR O custo de vida disparou em março na capital alagoana. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) que mede o custo de vida em Maceió apresentou alta de variação de 1,27%. A variação acumulada no ano foi de 2,93% pontos percentuais. Na comparação com o mês de fevereiro, quando ficou em 0,74% o indicador mostrou elevação de 0,53%. Em contrapartida, o valor da cesta básica em março teve uma queda de 0,37%. Foi comercializada em média a R$ 135,39, o correspondente a 56,41% do salário mínimo. A Coordenadoria de Planejamento vinculada à Secretaria Executiva de Planejamento (Seplan) é responsável pelo cálculo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). A pesquisa detectou as seguintes variações dos grupos componentes do índice IPC em março: alimentação (1,73), habitação (0,92), artigos diversos (3,250), despesas pessoais (1,65), fumo e bebidas (1,27), vestuário, calçados e tecidos (1,65), transportes (0,00), saúde (-0,07) e educação (-0,79). De acordo com avaliação do assessor da Seplan, Gilvan Genésio, os subgrupos verduras, legumes, frutas, panificados, leite e ovos, carne, cereais, tubérculos e pescado foram os que mais influenciaram na inflação de março. Comércio Se de um lado a inflação dispara, do outro as vendas despencam no comércio de Maceió. Em fevereiro, o varejo registrou queda de -12,50% no faturamento de vendas em relação ao mês anterior e de -9,55% na comparação com igual mês de 2003. O levantamento divulgado ontem pelo Instituto de Estudos e Pesquisas da Câmara de Dirigentes Lojistas analisou o comportamento de 17 ramos de atividade, constatando comportamento positivo em seis deles: Móveis e decorações (39,24%); Autopeças (28,74%); Informática (16,95%); Massas, Frios e Laticínios (11,36%); Óticas (10,35%); Farmácia e Perfumaria (7,79%). Os demais ramos apresentaram resultados negativos com destaque para o ramo de Combustíveis e Lubrificantes (-37,56%). As outras variações negativas ficaram assim distribuídas: Livraria, papelaria e material de escritório (-39,14%); Calçados (-18,16%); Cine-foto-som (-17,13%); Materiais de construção (-14,77%); Lojas de utilidades domésticas (-13,66%); Concessionárias de veículos (-9,81); Tecidos (-8,13%); supermercados (-6,34%); Lojas de departamento (-4,16%) e vestuário (-4,00%).