Economia
Sindicato quer regulamentar pagamento de 10% para gar�om
A maioria dos freqüentadores de bares e restaurantes de Maceió já se habituou ao pagamento da taxa de 10%, destinada aos garçons, e não parece incomodada. O turista Marcos Henrique, que pela primeira vez visitava a capital alagoana, estava encantado com a beleza da orla, e não parecia preocupado em pagar a taxa. Ele e mais dois amigos que o acompanhavam num bar na Praia de Jatiúca, na noite da última quinta-feira, afirmavam que a cobrança dessa taxa é uma prática comum em todo o País, assim como o couvert artístico. Marcos Henrique afirma que em outros países a prática de dar gorjeta aos garçons é uma coisa comum. E trata-se de uma retribuição pelo bom atendimento. Ele, pelo menos, não se incomoda em ter que pagar o couvert artístico, quando os músicos e os shows apresentados são de boa qualidade. Além disso, lembra da questão social, pois as gorjetas são uma forma de compensação aos baixos salários. O presidente do Sindicato dos Empregadores no Comércio Hoteleiro e Similares, José Renaldo Corrêa, afirma que vem tentando uma reunião com a superintendente do Procon para tentar normatizar um acordo para a cobrança da taxa de 10%. Segundo ele, o próprio Código do Consumidor, no artigo 107, abre espaço para esse tipo de consumidor. O artigo define que ?as entidades civis de consumidores e as associações de fornecedores ou sindicatos de categoria econômica podem regular, por convenção escrita, relações de consumo que tenham por objeto estabelecer condições relativas ao preço, à qualidade, à quantidade, à garantia e características de produtos e serviços, bem com à reclamação e composição de conflito do consumo?. Renaldo argumenta que a prática de cobrança dos 10% é normal em todo o País. E a proibição dela pode representar o desemprego para muitos garçons. (M.F.A.)