Agronegócio
VALOR DA PRODUÇÃO PECUÁRIA DE AL CRESCE 32,7% E ATINGE R$ 1,16 BILHÃO
Crescimento foi puxado pela produção de leite, que concentrou 81,8% do valor total registrado no Estado
O valor dos principais produtos agropecuários de Alagoas cresceu 32,7% no ano passado, na comparação com 2019, e atingiu R$ 1,16 bilhão, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) divulgada nesta quarta-feira (29), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O crescimento foi puxado pela produção de leite, que concentrou 81,8% do valor total registrado em Alagoas. De acordo com o IBGE, no ano passado foram produzidos no Estado 615,2 milhões de litros, que renderam R$ 955,7 milhões - um aumento de 1,9% em relação ao ano anterior.
Em seguida, a produção de ovos de galinha representou 16,8% do valor total, com a produção de 35,4 milhões de dúzias. Em valores nominais, a produção de ovos em Alagoas alcançou R$ 196,5 milhões. Já a produção de ovos de codorna, que representa 0,68% do valor da produção agropecuária alagoana, registrou a marca de 3,28 milhões de dúzias, que renderam R$ 7,9 milhões.
De acordo com os dados do IBGE, a produção de mel em Alagoas atingiu 372,09 mil toneladas, alcançando R$ 7,04 milhões - o equivalente a 0,6% do valor total da produção agropecuária no Estado.
REBANHO
A pesquisa do IBGE mostra ainda que depois da retração registrada em 2019, o rebanho bovino de Alagoas apresentou crescimento de 4,6% no ano passado, alcançando a marca de 1,29 milhão de cabeças de gado - o maior rebanho da série história iniciada em 1974. “Havíamos passado por um período de abate de fêmeas gerando uma redução no número de animais e bezerros, e isso fez com que o preço da arroba subisse. Hoje estamos num cenário de retenção de fêmeas, que, em vez de irem para o abate, são utilizadas para gerar novos animais, recompondo o rebanho”, explica Mariana Oliveira, supervisora da pesquisa. Segundo o levantamento, o município de Viçosa continuou na liderança do ranking de bovinos do estado, com 40 mil cabeças. Em seguida aparecem Palmeira dos Índios (36,5 mil cabeças), Girau do Ponciano (34,2 mil), Quebrangulo (33,5 mil) e Chã Preta (33 mil). Viçosa também lidera o ranking de rebanho suíno, com 12 mil cabeças. Em seguida aparecem Batalha, com 8,2 mil cabeças, e Palmeira dos Índios, com 8 mil. Em todo o Estado, o rebanho de suínos registrou crescimento de 6,3%, somando 152,6 mil cabeças. Em todo o País, o valor de produção dos principais produtos pecuários cresceu 27,1% em 2020, chegando a R$ 75,5 bilhões. A produção de leite concentrou 74,9% deste valor, seguida pela produção de ovos de galinha (23,6%), mel (0,8%), ovos de codorna (0,5%), lã (0,1%) e casulos de bicho da seda (0,1%). Segundo a pesquisa, Minas Gerais foi líder em valor de produção: R$ 17,8 bilhões, sendo que 89,8% desse total (R$ 15,99 bilhões) foram provenientes da produção de leite. Em 2020, o rebanho bovino nacional cresceu 1,5%, chegando a 218,2 milhões de cabeças, maior efetivo desde 2016, quando o rebanho chegou a 218.190.768 cabeças. O Centro-Oeste respondeu por 34,6% desse total (ou 75,4 milhões). A maior alta foi na região Norte: 5,5%, ou mais 2,7 milhões de cabeças, somando 52,4 milhões. O estado de Mato Grosso continua líder, com 32,7 milhões de cabeças e alta de 2,3% ante 2019. Entre os municípios, São Félix do Xingú (PA) manteve a liderança com 2,4 milhões de cabeças e alta de 5,4%, no ano.
EFEITOS DA PANDEMIA
Suspeito de matar ex-companheira em cavalgada em Igreja Nova é preso
Ex-companheiro é condenado por matar professora em Viçosa
Caso Nayane Gaspar: IML conclui exame e aponta causa da morte
Estudante de 13 anos morre após passar mal em escola de Maceió
Ladeira da Moenda é liberada após retirada de poste
Conforme a análise do IBGE, em 2020 a pecuária brasileira foi influenciada, entre outros fatores, pela pandemia de Covid-19 e suas consequências no contexto internacional. “O desdobrar da pandemia e as suas medidas restritivas levaram à elevação do dólar em território nacional e esse fato pressionou o preço dos insumos pecuários refletindo no preço da proteína animal”, diz o estudo. Ainda segundo a pesquisa, outro fator que colaborou para o acréscimo de preço das carnes foi a alta demanda internacional por esses produtos, especialmente pelo mercado chinês. O IBGE lembrou que a China, em 2020, continuou com "baixo estoque de carne suína, tendo, assim, a necessidade de suprir a sua demanda interna por meio da importação de proteína animal. Somente do Brasil, esse país adquiriu 868,7 mil toneladas de carne bovina in natura", segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. A importação de carne suína in natura aumentou em 98,8%, o que fez o Brasil alcançar a marca de 498,1 mil toneladas exportadas dessa commodity para aquele destino. Com informações da Agência Brasil.