Consumo
CONFIANÇA DO COMÉRCIO ATINGE PATAMARES PRÉ-PANDEMIA
.
O Índice de Confiança do Comércio (ICEC) de Maceió avançou 25,29% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, e atingiu 129,3 pontos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30), pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio-AL). É o maior patamar do ano e o segundo maior dos últimos 24 meses, ficando abaixo apenas do patamar alcançado em janeiro de 2020, quando o indicador ficou com 130,5 pontos.
Segundo o Instituto Fecomércio-AL, que realizou a pesquisa em conjunto com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o crescimento registrado em setembro se deve principalmente ao avanço da campanha de vacinação e à flexibilização das restrições de abertura e funcionamento do comércio da capital.
“Há um ano, a pesquisa apontava para o baixo otimismo do empresariado local em meio à paralisação parcial do Comércio e às incertezas oriundas do momento crítico de pandemia”, destacou o assessor econômico da Fecomércio, Victor Hortencio.
“Contudo, de junho a setembro deste ano, observa-se um incremento de confiança de 22,79%, um movimento que sinaliza positivamente para a expectativa de recuperação econômica da capital alagoana, diante de um patamar de confiança que só foi visto em períodos pré-pandemia”, observou.
SUBCATEGORIAS
“Em termos globais, dentre as nove subcategorias do ICEC, o único subíndice que apresentou variação negativa mensal foi a Situação Atual dos Estoques, com queda de 0,8%. Para Hortencio, esse resultado pode ser um indicativo do contexto de programação de renovação de estoques, que deve ser percebida no início do quarto trimestre, quando a movimentação comercial tende a aumentar consideravelmente”, informa a Fecomércio, em nota. Já os indicadores de Nível de Investimento das Empresas e de Contratação de Funcionários registraram variação positiva na ordem de 6%. Hortencio destaca que o resultado obtido representa um possível crescimento na abertura de filais ou de reformas estruturais e um aumento na contratação de funcionários, que, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), até agosto, em Maceió, já se contabilizava um saldo positivo de quase dez mil postos de trabalho.