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BALANÇA

BALANÇA COMERCIAL DE AL REGISTRA DEFICIT DE R$ 282,4 MI

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Fotos para cidade ou economia do Porto de Maceió para arquivo.
Fotos: Ricardo Lêdo
Fotos para cidade ou economia do Porto de Maceió para arquivo. Fotos: Ricardo Lêdo -

A balança comercial de Alagoas, medida pela diferença entre as exportações e importações, registrou um deficit de US$ 51,18 milhões em setembro - o equivalente a R$ 282,47 milhões no câmbio atual. Os dados, divulgados pelo Ministério da Economia, mostram que no mês passado, Alagoas exportou US$ 12,42 milhões, contra US$ 63,61 milhões movimentados pelas importações. Segundo o ministério, em setembro, as exportações registraram um crescimento 1.358% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o Estado passava por medidas de restrições mais rígidas devido à pandemia de Covid-19. Já as importações registraram alta de 31,8% na mesma base de comparação. No acumulado do ano, o saldo da balança comercial alagoana registra um deficit de US$ 347,9 milhões (cerca de R$ 1,91 bilhão no câmbio atual). Os dados do Ministério da Economia mostram que nesse período, as exportações renderam US 223,4 milhões, uma retração de 5,7% na comparação com o ano passado. Já as importações movimentaram US$ 571,3 milhões, uma alta de 21,4% na comparação com janeiro a setembro de 2020. Em todo o País, o aumento das importações decorrente da recuperação da economia fez o superavit comercial cair em setembro. No mês passado, o país exportou US$ 4,322 bilhões a mais do que importou, mas o resultado é 15% inferior a setembro de 2020, pelo critério da média diária. No último mês, as exportações somaram US$ 24,284 bilhões, alta de 33,3% sobre setembro de 2020, pelo critério da média diária. As exportações bateram recorde histórico para todos os meses desde o início da série histórica, em 1989.

No entanto, as importações cresceram mais e totalizaram US$ 19,962 bilhões, alta de 51,9% na mesma comparação. Esse foi o segundo maior valor importado para o mês, só perdendo para setembro de 2011. A alta nas exportações foi influenciada, principalmente, pela valorização das commodities (bens primários com cotação internacional) no último mês. Em setembro, o volume de mercadorias embarcadas aumentou 3,8% em relação ao mesmo mês de 2020, mas o preço médio subiu 30%. Em relação às importações, o volume de bens comprados do exterior elevou-se 23,6%, motivado pelo reaquecimento da economia. Os preços médios subiram 22,3%. Com o resultado de setembro, a balança comercial acumula superávit de US$ 56,433 bilhões nos nove primeiros meses do ano. O resultado é 38,3% maior que o dos mesmos meses de 2020 e é o maior da série histórica para o período.

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