Economia
Mercados caem no Brasil com onda de pessimismo
Uma nova onda de pessimismo internacional arrastou ontem os principais mercados mundiais e elevou a percepção de risco dos países emergentes, como o Brasil. O resultado foi uma alta de 6,6% no risco Brasil, que encerrou os negócios em Nova York marcando 672 pontos, segundo o banco JP Morgan. É o nível mais alto desde 2 de outubro do ano passado. Isso significa que investidores pedem nos papéis soberanos do Brasil um prêmio de 6,72 pontos percentuais acima dos pagos pelos títulos dos EUA, entendidos como risco zero. O pessimismo de ontem foi detonado pela expectativa dos analistas de que o PIB dos Estados Unidos aponte um crescimento em torno de 5%, o que tornaria mais urgente uma alta de juros nos EUA, prevista para o segundo semestre. No Brasil, o dólar registrou sua maior cotação desde 20 de fevereiro, uma semana após a explosão do caso Waldomiro, chegando a R$ 2,95, numa alta de 1,09%, que não se via desde 12 de janeiro. O C-Bond, título brasileiro mais negociado, chegou a cair para 90,562% de seu valor de face, o nível mais baixo desde 3 de setembro do ano passado, mas fechou em 90,752% do valor. Com as ?trocas de posições?, o mercado financeiro registrou volumes elevados. No câmbio, operadores estimavam um volume de US$ 1,7 milhão, contra a média diária de US$ 1,1 milhão. Na Bovespa, o volume financeiro atingiu R$ 1,287 bilhão, acima da média das últimas semanas. O Ibovespa encerrou aos 20.473 pontos, o menor patamar desde dezembro passado, com uma queda de 3,95%. Foi a maior queda desde os atentados terroristas em Madri, em 11 de março passado. O mercado também refletiu o aumento da tensão no Iraque, com novos ataques aéreos dos EUA.