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Nº 5691
Economia

Vacina��o contra aftosa � prorrogada at� o dia 15

EDIVALDO JÚNIOR Mais uma vez, a campanha de vacinação contra a febre aftosa foi prorrogada. Os criadores do Estado têm agora até o dia 15 para comprar as vacinas nas lojas agropecuárias. A Secretaria Executiva da Agricultura (Seagri) alegou “motivos técn

Por | Edição do dia 02/05/2004 - Matéria atualizada em 02/05/2004 às 00h00

EDIVALDO JÚNIOR Mais uma vez, a campanha de vacinação contra a febre aftosa foi prorrogada. Os criadores do Estado têm agora até o dia 15 para comprar as vacinas nas lojas agropecuárias. A Secretaria Executiva da Agricultura (Seagri) alegou “motivos técnicos” ao anunciar a decisão. Nenhum balanço oficial foi divulgado. Mas a estimativa é que tenham sido vendidas cerca de 700 mil doses para um rebanho avaliado em aproximadamente 900 mil cabeças de bovinos e bubalinos. “O maior problema é que a maioria dos criadores deixou para comprar a vacina na última semana. A campanha foi aberta no dia primeiro de abril e deveria terminar na sexta-feira, 30. Por isso, faltou o produto em várias lojas e não houve tempo para reposição”, explicou o secretário-adjunto da Agricultura, Hibernon Cavalcante. “Relutamos até o último momento para adotar a medida, mas não houve outro jeito”, completou. O desafio de Alagoas é conseguir um índice de vacinação com declaração de 80% em todos municípios. Essa é uma das exigências do Ministério da Agricultura para avaliar qualquer pedido de mudança na classificação do Estado no programa nacional de controle da doença. Hoje, Alagoas está no pior estágio - o de zona de risco desconhecido. As outras exigências para melhorar a classificação - a meta é chegar a zona livre de aftosa sem vacinação - é a conclusão do cadastro agropecuário do Estado, instalação de barreiras sanitárias fixas e móveis e funcionamento do programa de emissão de Guias de Transporte Animal (GTAs). A classificação de risco desconhecido traz, entre outras restrições, a proibição do comércio de animais com a maioria dos estados brasileiros. “Se Alagoas não fizer o dever de casa, essas restrições podem aumentar e prejudicar inclusive as exportações de açúcar”, advertiu o delegado federal da Agricultura em Alagoas, Évio Lima. Os criadores também estão preocupados. A Federação da Agricultura e Pecuária (Faeal) afirmou que vai cobrar ações mais efetivas do governo. “Estamos tendo prejuízos. Perdemos muito por causa da proibição do comércio de animais com o Centro-Sul. O governo precisa ser mais ágil. Temos de mudar de classificação até 2005. Do contrário, os prejuízos poderão ser bem maiores não só para os pecuaristas, mas para toda a economia alagoana”, ressaltou o presidente da Federação, Álvaro Almeida. A Seagri alertou que os criadores que não vacinarem ficarão impedidos de comercializar os animais e poderão ser multados. “Infelizmente teremos de endurecer”, adiantou Hibernon Cavalcante.

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