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MOTORISTAS ENCHEM TANQUE PARA TENTAR DRIBLAR ALTA DA GASOLINA

Movimento nos postos de combustíveis aumenta às vésperas de aumento de combustíveis para adiar impacto do reajuste

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Imagem ilustrativa da imagem MOTORISTAS ENCHEM TANQUE PARA TENTAR DRIBLAR ALTA DA GASOLINA
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Após o novo aumento nos preços da gasolina, uma alta de mais 7,04% que passou a valer na última terça-feira (26), o condutor alagoano segue na busca por meios de sobreviver ao aperto econômico que se torna cada vez mais severo. Um dia antes do aumento, na segunda, houve registro de aumento no fluxo de motoristas em postos da capital para completar o tanque antes da aplicação do novo valor. “O pessoal tem abastecido menos. O movimento vem diminuindo desde o incio do acumulo de aumentos esse ano. Mas um dia antes da nova alta dessa semana, o pessoal veio para completar o tanque, antes de ter que pagar mais caro. Cerca de 40% a mais de movimento, tendo em vista o que temos recebido esses dias”, relata Valdinei Ferreira, frentista de um posto de combustíveis na orla de Maceió. A situação para os motoristas tem se tornado cada vez mais complexa. Neste ano, o diesel já acumula alta de 65,3% nas refinarias e a gasolina subiu 73,4% no mesmo período. Só em outubro, a Petrobras já anunciou dois reajustes. O mais recente eleva o valor do combustível para as distribuidoras, em média, em R$ 0,21 por litro, segundo a própria empresa. Mesmo informando não acompanhar os preços praticados pelos postos na revenda, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Alagoas (Sindicombustíveis) esteve em reunião, na terça-feira (26), com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), com o Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), e superintendente Especial da Receita Estadual, Francisco Suruagy, onde se discutiu a questão, para verificar possibilidades de medidas que pudessem aliviar o preço para o consumidor. Na ocasião, o presidente do Sindicombustíveis AL, James Thorp Neto, afirmou que os aumentos constantes estão ocorrendo devido a um conjunto de fatores, dentre os quais a crise internacional, a variação do preço do barril de petróleo e a cotação do dólar. O líder sindical defendeu que o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF ), que está congelado há cem dias por portaria da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) no valor de R$ 6,0151, permaneça sem alterações, e pediu apoio da Fecomércio AL para defender a prorrogação da portaria. Apesar da busca acelerada, no começo da semana, para conter o prejuízo, a tendência dos motoristas da capital tem sido a evasão dos postos ao longo dos meses. Segundo Marcelo Silva, também frentista numa rede postos, o reflexo no movimento diário dos abastecimentos é assustador. “Isso aqui era lotado. Podemos apontar uma diminuição de até 60% no fluxo que tínhamos antes da série de aumentos. O cliente tá botando só o que tem que botar mesmo e olha lá, enquanto consegue manter”, afirma.

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