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Pessimismo no mercado eleva d�lar para R$ 3

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O mercado financeiro viveu ontem mais um dia de forte tensão, marcado pelo retorno do dólar à casa dos R$ 3 e pela queda de mais de 4% na Bolsa de Valores de São Paulo. Novamente, o deterioramento dos indicadores foi comandado pelo movimento internacional de fuga de recursos dos países emergentes, somado agora à alta do petróleo e às dificuldades do governo federal em aprovar sua agenda no Congresso Nacional. Aqui, a moeda americana girou em torno de R$ 3 praticamente durante todo o dia de ontem e encerrou aos R$ 2,999, em alta de 1,48%. A Bovespa teve queda de 4,17% e voltou para os 19.190, menor pontuação desde novembro do ano passado. O gerente de câmbio da corretora Didier Levy, Júlio Vogeler, diz que há uma desconfiança dos investidores em relação à alta dos juros dos EUA, com medo, a cada novo indicador, de que ocorra uma explosão no consumo e uma inflação elevada. Além do petróleo, a quase US$ 40 o barril para junho, podendo puxar a inflação dos EUA, o número de pedidos de seguro-desemprego na última semana caiu para 315 mil na semana, 25 mil a menos do que na semana anterior. É o menor nível desde 28 de outubro de 2000. ?Com esse tipo de dado, o mercado sai dos títulos dos países emergentes, há uma contaminação global?, diz Vogeler, da Didier Levy, lembrando que a saída dos investidores mesmo da bolsa de valores força uma alta da moeda americana, já que os estrangeiros trocam reais por dólares antes de exportar as divisas. Na máxima, o dólar foi a R$ 3,007, a cotação mais elevada desde 21 de agosto do ano passado. Os contratos futuros de dólar com vencimento em junho encerraram o dia projetando uma cotação de R$ 3,028, enquanto os de julho apostam nos R$ 3,064. Risco-país O risco-país, ainda não fechado, mantém a disparada de 8,01% em relação a quarta-feira e marca 714 pontos - maior pontuação desde 25 de agosto do ano passado. Os títulos da dívida externa Global 40 são negociados a 89,25% do valor de face, em queda de 3,04%, e o C-Bond vale 90% do valor de face, em queda de 1,83.

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