Economia
Mercado se recupera e d�lar cai 2,13%
Depois de três dias seguidos de tensão, o mercado financeiro registrou ontem forte movimento de recuperação. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, disparou 5,3%, para 18.536 pontos, depois de perder 12% nos três pregões anteriores. Esta é a maior alta em um pregão desde o dia 23 de outubro de 2002, pouco antes do segundo turno da eleição presidencial vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (naquele dia, a alta foi de 5,45%). O dólar comercial, que subiu mais de 6% entre quinta-feira e ontem, fechou em queda de 2,13% - a maior em 9 meses - e terminou o dia cotado a R$ 3,076 para venda. A alta da Bovespa acompanhou a recuperação das principais bolsas internacionais, que também haviam apresentado resultados ruins. A subida da Bovespa foi puxada principalmente pelas ações do setor elétrico, que caíram muito nos pregões anteriores, e também pelos papéis de siderurgia e mineração. As ações da Petrobras também tiveram influência importante no dia, com alta de 7,86% e o segundo maior volume da bolsa. A Petrobras divulga hoje seu resultado trimestral. Risco-Brasil O risco-Brasil, medido pelo banco J.P.Morgan com base nos títulos da dívida externa, está em 746 pontos, forte baixa de 6,51%. Na segunda-feira, a taxa de risco do Brasil chegou a superar 800 pontos. O risco dos países emergentes em geral vem subindo. O J.P.Morgan avalia o risco-país com base nos valores dos títulos da dívida dos países emergentes. Assim, o risco sobe à medida que os títulos se desvalorizam no mercado. Quanto maior a taxa, maior o risco para os investidores. O banco HSBC divulgou ontem a elevação de sua recomendação de investimento em países emergentes, de ?underweight? (abaixo da recomendação do mercado) para ?neutro?. O HSBC também elevou sua recomendação sobre a posição técnica dos mercados emergentes de ?desfavorável? para ?justa?.