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CESTA BÁSICA VENDIDA EM MACEIÓ ACUMULA UMA ALTA DE 11% NO ANO

Levantamento da Associação Brasileira de Supermercado mostra que aumento foi de R$ 67,92 no período

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Preço da cesta de produtos subiu 2,96%, saltando de R$ 625,16 para R$ 643,64 em setembro
Preço da cesta de produtos subiu 2,96%, saltando de R$ 625,16 para R$ 643,64 em setembro -

A cesta dos 35 produtos de largo consumo nos supermercados acumula alta de 11% em Maceió neste ano, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Os números mostram que de janeiro a setembro houve alta de R$ 67,92. A cesta inclui alimentos, inclusive cerveja e refrigerante, higiene e beleza e limpeza doméstica. Somente na passagem de agosto para setembro, o preço dessa cesta de produtos subiu 2,96%, saltando de R$ 625,16 para R$ 643,64. Alta de R$ 18,48. O preço aferido em setembro na capital alagoana foi o 8° maior entre as 21 localidades pesquisadas. Em nível nacional a Cesta Abrasmercado registrou alta de 1,37% em relação a agosto. O conjunto de itens atingiu o valor de R$ 684,99. Café torrado e moído, açúcar e o biscoito cream cracker registram as maiores altas no acumulado do ano com aumento de 33,85%, 30,33% e 24,54%, respectivamente. Margarina cremosa (23,45%), ovo (22,53%) e frango congelado (21,26%) também figuram na lista dos produtos que mais subiram no ano. As maiores quedas foram registradas nos preços da batata (-28,87%), cebola (-19,67%) e arroz (-14,52%). Na divisão por regiões, o Sudeste do país reportou o maior avanço na Cesta Abrasmercado na variação entre agosto e setembro deste ano com alta de 2,09%. Em seguida, vieram as regiões do Centro-Oeste (2,05%), o Norte (1,76%) e o Sul (0,96%). O Nordeste apresentou queda na cesta, com recuo de 0,07%. O Consumo das Famílias Brasileiras se manteve positivo em 3,13% no acumulado do ano. Houve queda de 0,49% em setembro na comparação com agosto. Na relação com setembro de 2020, também houve recuo de 1,13%. De acordo com a associação, o resultado de setembro reflete a inflação, que acumula em 12 meses alta de 10,25%, a taxa do câmbio que encarece insumos para produção e para criação de animais, além de fatores climáticos sazonais. Para a ABRAS, as medidas socioeconômicas por meio de programas sociais de transferência de renda e de manutenção do emprego adotadas pelo governo federal favoreceram o resultado positivo até setembro. Apesar do registro de baixa no consumo de agosto para setembro, o setor se mantém otimista. “A aproximação do fim do ano traz possibilidades vantajosas para os consumidores, em função de importantes temporadas de vendas, como a Black Friday e o Natal”, disse Marcio Milan, vice-presidente da ABRAS, que ressaltou ainda o compromisso do setor supermercadista em negociar com fornecedores melhores condições para o consumidor. ‘Essa é a hora de pesquisar, ficar atento às ofertas, promoções e programas de fidelização que ofereçam descontos ainda maiores, ou seja, agora é a hora de praticar os 2 'ps': pesquisar e pechinchar.” disse Milan. Para o Natal, a expectativa de 51% dos empresários do setor de supermercados é que haja crescimento nas vendas em relação ao ano passado. Enquanto 39% esperam que o movimento fique no mesmo patamar de 2020. Entre os que esperam um fim de ano melhor do que o anterior, 52% estima que o aumento das vendas chegue a 17%. Há também uma previsão de abertura de vagas de emprego, com 41% dos empresários dizendo que vão fazer contratações temporárias para atender à demanda do Natal. A estimativa da Abras é que sejam abertos 30 mil postos de trabalho sazonais. Para Milan, com as medidas restritivas contra a disseminação do novo coronavírus chegando ao fim, as comemorações deste ano devem ser maiores, com reunião de famílias e amigos. “Nós tínhamos muitas restrições em dezembro do ano passado. Este ano vamos estar praticamente liberados. Ou seja, as famílias vão estar comemorando mais”, disse.

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