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AMBIENTALISTAS SÃO CONTRA CONSTRUÇÃO DO EQUIPAMENTO

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Entre os condenam o novo projeto do governo estadual estão o engenheiro Agrônomo e ambientalista Ricardo Ramalho, que hoje lidera o movimento que tenta aprovar na Assembleia Legislativa a ação opular para impedir a pulverização de agrotóxicos nas lavouras de Alagoas. “Somos contrários a qualquer tipo de barreira que venha interferir nas belezas naturais de Alagoas. Qual a justificativa para se construir marco referencial, agora um mirante no local onde existia o Alagoinhas?”., questiona. Ramalho diz que a intervenção é desnecessária. “Não bastam os espigões na nossa orla?”, ponderou. Outro ambientalista contrário é o engenheiro Marcos Carnaúba. O professor de Engenharia da Universidade Federal de Alagoas, ex-presidente do IMA, da Casal (Companhia de Saneamento de Alagoas), ex-secretário estadual de Recursos Hídricos e Consultor Nacional de Engenharia, é taxativo ao condenar o projeto total. “Aquilo ali já começou errado, com a construção do antigo Clube Alagoinhas. O projeto foi condenado pela Justiça Federal”. Carnaúba sugere que ao invés da obra milionária, o governo deveria investir os recursos na aquisição de alimentos para os milhares de alagoanos que neste momento passam fome. “Nosso litoral é lindo. Naquela região tem o farol da Ponta Verde e não precisa de mirante caro. É importante questionar: a obra é necessária? Sugiro que se derrube aquilo e deixe a natureza recompor”, recomenda.

As obras do novo Marco Referencial preveem a construção de fundação, reforço na infraestrutura, sustentação da laje e apenas a pavimentação superior, que funcionará como área de visitação. Quem revelou foi o engenheiro responsável, Rodrigo Perdigão. “Se terá outro equipamento ou não para eventos só o pessoal da Secretaria de Estado de Infraestrutura pode informar. Por enquanto, é construído um mirante”, revelou o engenheiro.

Os parlamentares querem saber se o governo de Alagoas recebeu a primeira parcela de R$ 9,3 milhões para a construção do Marco Referencial. Tudo que a maioria sabe é que o novo projeto custará R$3 milhões, afirmou o deputado Davi Maia (DEM). Ele avaliou também que o novo projeto, além de mais barato, será “mais bonito e ecologicamente menos agressivo”. O projeto antigo, de acordo com o parlamentar, agredia o meio ambiente. Maia demonstrou desconfiança na conclusão do novo projeto em janeiro. “O governador Renan Filho assumiu em 2015, com o Marco Referencial do Turismo já licitado, obras iniciadas e até hoje a construção inicia, para e agora é retomada. Então por que eu devo acreditar que o projeto será concluído antes de o governador deixar o mandato?”, questionou. O parlamentar lembrou outras obras em situação semelhante, como a ampliação do Centro de Convenções Ruth Cardoso, orçado em R$ 16 milhões e parado há dois anos. “Além de Centro de Convenção, tem o Polo Tecnológico sem funcionar, o Canal do Sertão, que já consumiu mais de R$ 3 bilhões em investimentos”, diz Diante de tantas especulações a respeito das modificações do projeto original do Marco Referencial, a Gazeta encaminhou uma série de perguntas para o secretário de Infraestrutura, Maurício Quintela, mas não obtive respostas. AF

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