Imóveis
ALAGOAS REGISTRA O 3º MENOR CUSTO DO PAÍS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
De acordo com o IBGE, o valor do metro quadrado no estado em outubro foi de R$ 1.341,20, alta de 1,35% na comparação com setembro
Alagoas registrou o terceiro menor custo da construção civil do País no mês passado, segundo dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, o valor do metro quadrado no estado em outubro foi de R$ 1.341,20 — uma alta de 1,35% na comparação com o mês anterior.
O custo da construção civil alagoana só é maior do que o registrado no Rio Grande do Norte — que teve o menor valor por metro quadrado do País (R$ 11.303,56) — e Sergipe, com R$ 1.320,86. No acumulo do ano até outubro, o custo da construção registra alta de 16,06%. Já em doze meses, a alta é de 20,03%.
Segundo Sinapi, o maior custo da construção foi registrado em Santa Catarina, onde o metro quadrado ficou em R$ 1.695,78. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (R$ 1.643,26), São Paulo (R$ 1.584,37), Acre (R$ 1.570,60) e Paraná (R$ 1.551,50).
Por região, o maior custo da construção civil ficou com o Sul, onde o valor do metro quadrado registrado em outubro foi de R$ 1.572,52. Em seguida aparecem o Sudeste (R$ 1.551,51), Norte (R$ 1.475,26), Centro-Oeste (R$ 1.470,62) e Nordeste (R$ 1.395,40). Na média nacional, o valor do metro quadro no mês passado atingiu R$ 1.490,88.
IMPACTO
Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) divulgados nesta segunda-feira mostram que o aumento no custo dos insumos da construção civil e a queda no poder de compra das famílias impactaram os números do mercado imobiliário no país e as vendas de imóveis novos tiveram queda de 9,5% no terceiro trimestre deste ano, frente ao mesmo período do ano passado. Em relação ao segundo trimestre de 2021, a queda foi de 11,2%. Os Indicadores Imobiliários Nacionais traz informações sobre lançamentos, vendas, oferta final, preço, além da participação do programa Casa Verde e Amarela no setor. A pesquisa foi realizada em 162 cidade, sendo 20 capitais, incluindo Maceió e a Região Metropolitana. No acumulado do ano, entretanto, houve aumento de 22,6% nas vendas, se comparado com o período de janeiro a setembro de 2020. “O primeiro semestre já nos deu um gás e o ano vai fechar bom, mas o terceiro trimestre mostra queda muito forte nas vendas”, disse o presidente da CBIC, José Carlos Martins, durante coletiva virtual para apresentar os dados. Segundo ele, a inflação de materiais e máquinas, pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), já passa de 30% no período de pandemia e os custos não foram repassados totalmente aos compradores, ou seja, ainda há margem para aumento no preço dos imóveis.
Ele explica que a falta de poder aquisitivo das famílias está segurando esse aumento, já que a inflação geral já chega a 10%, “mas não quer dizer que não vá acontecer mais na frente”. “A grande esperança é que temos o contínuo interesse na aquisição, as famílias estão querendo imóveis, elas continuam com apetite”, destacou. Apesar dos bons números no acumulado do ano, Martins alerta que os custos dos insumos podem continuar afetando o setor, consequentemente na geração de empregos. “O emprego de hoje é a venda de ontem. Vamos fechar o ano com contratação de 360 mil a 400 mil novos empregos porque vendemos muito bem nos primeiros nove meses”, disse. “O emprego de amanhã depende da venda de hoje e ela caiu quase 10%, então temos que ter muito cuidado para não termos uma situação delicada no próximo ano”, ressaltou. Em relação aos lançamentos, houve crescimento de 13,6% no terceiro trimestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020. Em comparação ao trimestre anterior, o aumento foi de 7%. No acumulado do ano, a alta foi de 37,6% nos lançamentos, frente ao resultado de janeiro a setembro do ano passado. Segundo a CBIC, muitos empreendedores seguraram os lançamentos no ano passado em razão da pandemia e, com a melhora na situação sanitária, estão retomando os negócios. Com isso, o setor está chegando a um equilíbrio entre o volume de lançamentos e vendas. As Informações são da Agência Brasil.
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