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Celular vence disputa com telefone fixo em AL

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PATRYCIA MONTEIRO Há dez anos, o celular era símbolo de status. Não raro, as poucas pessoas que o tinham gostavam de ostentá-lo e com ele transitavam sempre que possível em todas as ocasiões sociais, fazendo até com que novas normas de etiquetas fossem criadas para evitar que os aparelhinhos tocassem inoportunamente durante exibições de filmes, peças teatrais ou em encontros pessoais. Não era de bom tom, e o cúmulo do novo-riquíssimo, deixá-los sobre a mesa de restaurantes ou pendurados sobre a cintura, por exemplo. A exigência pelos bons modos ainda prevalece, mas o caráter um tanto elitista do telefone móvel já era. Pelo contrário. Mais do que nunca, esses meios de comunicação portáteis se tornaram populares ao mesmo tempo no consumo e na definição. Em recentes números divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mostram que o número de celulares superou o número de fixos no País. É crescente o número de consumidores dos serviços das telefonias por satélite, enquanto as empresas de telefonia fixa mostram uma capacidade ociosa de operação. São cerca 49 milhões de celulares em pleno uso no território nacional contra 39 milhões de telefones convencionais - sendo que, companhias como a Telemar, que opera nas regiões Norte e Nordeste e no Rio de Janeiro, dispõem 10 milhões de linhas prontas para serem instaladas sem utilização. No Estado são 504 mil linhas de celulares para 257 mil aparelhos fixos. Na região nordestina, Alagoas apresenta boa densidade de acessos por habitante cerca de 17 aparelhos a cada 100 pessoas. Fica atrás apenas de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, que respectivamente apresentam índice de penetração de 21,01, 19,73 e 18,26. ?Os consumidores de menor poder aquisitivo têm substituído o telefone convencional pelas linhas de celular pré-pagas com a falsa ilusão de que estão economizando?, afirma Newton Barretos, gerente-geral da Telemar em Alagoas. O executivo observa que em bairros situados na periferia de Maceió como Tabuleiro do Martins, Vergel e Salvador Lyra houve uma redução de instalação e retiradas de linhas da ordem de 70%. O mesmo movimento de retração de mercado foi verificado em localidades mais pobres de Arapiraca, União dos Palmares e Santana do Ipanema. A ilusão a que se refere Barreto, diz respeito ao preço médio do minuto de ligações feitas dos celulares pré-pagos que chegam a ser 25 vezes mais caras do que o minuto telefônico de uma linha convencional.

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